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Pantera Negra, lá vou eu!

Luiz Carlos Merten

30 Janeiro 2018 | 09h40

Estou indo ver Pantera Negra, confesso que cheio de expectativa pelo super-herói negro da Marvel. Gostaria que o longa de Ryan Coogler tivesse, para a discussão sobre negritude, o mesmo impacto da Mulher Maravilha de Patty Jenkins e Gal Gadot para o empoderamento feminino. Sou dos que acreditam que o filme contribuiu para que as mulheres pusessem a boca no mundo, provocando o terremoto que sacudiu Hollywood no ano passado. E gosto do filme, apesar de suas licenças poéticas – Cristina Franciscato se horrorizou com a facilidade com que os roteiristas de Hollywood mataram um deus – e, principalmente, pelo fato de Jenkins ser feminista em termos, pois Diana/Wonder Woman continua agregando o grupo como Dallas – leiam o post anterior -, mas ainda precisa de um homem para resolver a parada. Reconhecida a importância do filme, e seu impacto nas bilheterias, confesso que estranhei muito ver Mulher-Maravilha ser preterida nas indicações para o Oscar. Entre os nove, ficou Logan, o James Mangold com Hugh Jackman que não me falou muito, apesar das referências do diretor a um dos filmes da minha vida, o western Shane/Os Brutos também Amam, de George Stevens, com Alan Ladd. Não estou muito convencido do que diz Mangold, conforme li no site Nerdnews, atraído pelo título – ‘Neste filme, nós realmente nos concentramos em fazer algo diferente: um filme dramático e focado em personagens ao invés de tentar competir nessa corrida armamentista de filmes gigantes de quadrinhos’ -, mas concordo com ele quando afirma – “Acho que outros cineastas pavimentaram o caminho para essas adaptações de quadrinhos ganharem reconhecimento. É preciso abrir a mente das pessoas para a possibilidade de inversão do gênero.’ Na verdade, é o que, não me canso de dizer, Christopher Nolan e Zack Snyder já vêm fazendo há tempos. Enfim, lá vou eu para Black Panther.