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Palmas para quem merece

Luiz Carlos Merten

31 Dezembro 2016 | 12h14

Na segunda, 26, meu amigo Dib foi ver Elis, à tarde, no Belas Artes. Disse que havia bom público e, no final, as pessoas levantaram-se e aplaudiram. Aplaudiam a própria Elis, que é, afinal, quem canta, ou Andreia Horta, que faz o papel com tanta garra? À noite fomos ao Market Place. Eu queria ver a pré de Invasão Zumbi, mas Carneiro me disse que terror sul-coreano nem f… Ele preferiu ver o Paulo Gustavo, Minha Mãe É Uma Peça 2, que terminou antes. Me contou, impressionadíssimo, que, de novo, o público, espontaneamente, havia aplaudido no final, e não um aplausinho qualquer. Mão cheia – clap, clap. Talvez o hábito de aplaudir tenha começado com Aquarius, de Kleber Mendonça Filho, com Sonia Braga. Depois do protesto em Cannes e, em especial, depois que as comissão do MinC desqualificou o filme de Kleber para o Oscar, aplaudo-lo passou a ser um ato de resistência com que as plateias têm honrado outras produções. Não sei, sinceramente, qual foi, ou está sendo. o público de Aquarius, de Elis. Mas Minha Mãe 2, rapidamente, já bateu o milhão. Poderoso Paulo Gustavo! Me agrada essa ideia de que o público brasileiro esteja tão feliz com seu cinema – nosso cinema – que aplauda não só os filmes de arte, mas, também, os mais populares. Em janeiro, quando começa a temporada de Oscar, teremos lançamentos para balançar o mercado – Penetras 2, Eu Fiko Loko, com o fenômeno Christian Figueiredo, e Saltimbancos – a volta de Renato Aragão, o Didi, que nós, da imprensa, vamos ver na quarta, dia 4. Vamos lá! Estou ouvindo? Clap, clap.