As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Os mais esperados…?

Luiz Carlos Merten

18 Março 2017 | 13h47

No começo de fevereiro, em Paris, não encontrei mais a Cahiers de janeiro. Comprei-a agora na banca do Conjunto Nacional. A exemplo do ano passado, a revista lista seus filmes plus attendus de 2017. Só para lembrar – Toni Erdmann, Aquarius e Elle estavam entre os dez mais esperados de 2016 e obtiveram o reconhecimento que todo mundo sabe. Cahiers põe na capa o próximo Philippe Garrel, L’Amant d’Un Jour, com a filha dele, Esther. Uma garota vai viver com o pai e conhece a nova amante dele, que tem a sua idade. Outras promessas, segundo Cahiers – Jeannette, de Bruno Dumont, filme cantado e dançado sobre uma experiência decisiva da garota Jeanne d’Arc; Wonderstruck, de Todd Haynes, que, arrisco eu, deve ir a Cannes; o filme é sobre a ligação ‘interestelar’ de duas crianças surdas que vivem em diferentes épocas, 1927 e 77; O Amigo Okja, nova incursão pelo fantástico de Bong Joo-ho; A Cidade Perdida de Z, de James Gray, que já vi em Berlim (e me deixou siderado); Une Saison en France, do chadiano Mahamat-Saleh Haroum; e Le Lion Est Mort Ce Soir, que o japonês Nobuhiro Sawa rodou na cidade que viou nasceu o cinerma, La Ciotat, e com o mítico Jean-Pierre Léaud. Tem mais, incluindo Ex-Libris, de Frederick Wiseman, que, quando falei com ele – por Jackson Heights -, o grande documentarista estava finalizando em Paris. E o novo Sergei Loznitsa, A Gentle Creature, adaptado de La Douce ou, mais exatamente, inspirado pela novela de Dostoievski. Vai ser um grande ano de cinema, espero. Mas, desta vez, Cahiers não projeta sua expectativa sobre nenhum filme brasileiro.