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Olá!

Luiz Carlos Merten

14 Setembro 2013 | 09h05

Não dou notícias há uns quantos dias, mas tenho tido dias muito cheios. Na quarta, a junkett de O Vento e o Vento, muito bem produzido e com sólida participação de Thiago Lacerda como o Capitão Rodrigo, mas tenho de admitir que o estilo do diretor Jayme Monjardim não bate com meu gosto. Muita música, muito amanhecer e entardecer, mas ali dentro há algo da força épica de Erico Verissimo. Poderia dizer, mas seria cinismo, considerando-se o esforço de Jayme, que o livro do Erico é tão bom que ninguém consegue estragá-lo. Mas realmente me incomoda tanto bom-gosto. Cleo Pires, aquele mulherão, e o argentino Martin Francisco, de O Quarto de Leo – o cara é uma potência -, têm aquela cena de sexo e o Jayme fica com cuidadios milimétricos para mostrar tudo lindo. Tudo muito posado, isso sim, mas como me explicou o diretor, ele queria censura livre, o que não conseguiu – pela violência, não pelo sexo. Na quarta à noite fui ver a estreia de Casa de Bernarda Alba e devo confessar que gostei médio da montagem de Elias Andreato para a peça de García Lorca. Fiquei siderado pela força vocal de Walderez de Barros, que meu amigo Gabriel Villela explorou tão bem na sua Écuba – asté hoje me escandaliza que ela não tenha sido premiada pelo papel -, mas acho que Walderez gesticula demais numa peça em que sua personagem representa o imobilismo social. Na quinta, tã-tã-0tã, fui meu aniversário, e eu corri com as matérias – a capa de ontem sobre Rush – o Limite da Emoção, de Ron Howard – para  comemorar à noite com os amigos. Howard transformou a rivalidade entre os puilotos James Hunt e Niki Lauda numa coisa de western e, de certa forma, transpôs John Ford, O Homem Que Matou o Facínora, para as pistas. Gosto demais do filme. Foi uma bela festa – acho -, apesar da falta de luz, que nos manteve por umas boas duas horas à luz de velas. Bebi demais da conta – vinho -, ainda mais que estou tomando antibiótico e corticóide, por cionta da sinusite, mas a amizade e a trilha – com Vira Virou, Coração de Estudante e Chico – me encheu os ouvidos (e a alma). Ontem, tinha muito trabalho, incluindo uma págimna sobre o pacote de DVDs da Versátil, O Cinema de Ozu, que sai no Caderno 2 de amanhã! Ozu! Meu Deus! E agora estou aqui no aeroporto, embarcando para o Rio para entrevistar… Justin Timberlake. Coneço pouco- nada? – a música dele, mas Justin tem uma carreira interessante no cinema. Vi-o em alfguns vídeos, fazendo o gênero sexy, a Beyoncé de tromba. Vamos ver o que rola.