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O que House of Cards tem a ver com o fenômeno Trump?

Luiz Carlos Merten

29 de junho de 2016 | 09h47

Como não sou ligado em séries, sempre tive pruridos de publicar o que acho de ouvido – de ouvir falar. Nunca vi House of Casrds, que tem valido a Kevin Spacey todos os prêmios da TV dos EUA. É um grande ator, sem dúvida, mas do qual não gosto pelas histórias que ouço sobre o homem, não o artista. Até onde sei o personagem de House of Cards é um arrivista fdp e um dia me peguei pensando que o fascínio que ele exerce no público e na crítica – as tais séries ‘adultas’, que hoje representam, sic!, o melhor da dramaturgia no audiovisual dos EUA – poderia ter a ver com a irresistível ascensão de Donald Trump nas pesquisas da Casa Branca. O homem vai ou não para o Salão Ova? Chama os ETs, pelamor de Deus… Mas o que quero dizer é que comprei ontem algumas revistas de cinema – Cineaste, com uma bela entrevista de Terence Davies sobre seu elogiadíssimo Sunset Song e um estudo muito interessante sobre romance e economia no cinema de Johnny To; a total Film de maio, com os dez coolest movies a caminho e eu, que estou louco para ver o Tarzan de David Yates, não sei se Fantastic Beasts, que ele adaptou de Newt Scamander, isto é, JK Rawling, com Eddie Redmayne, me provoca a mesma excitação, mas entre os dez está também o Assassin’s Creed de Justin Kurzel e Michael Fassbender, e como leitor da série de Oliver Bowden (não dos games), esse sim, está me fazendo sonhar; e a Sight and Sound de junho, cuja capa é a adaptação de Jane Austen por Whit Stillman, Love and Friendship, Amor e Amizade, com Kate Beckinsale, a melhor coisa daquele tão monumental quanto medíocre Martin Scorsese, O Aviador (como ‘Ava Gardner’). Pois bem, abro a última, a revista do British Film Institute, e, de cara, o editorial de Nick James, Abominable Showmen, é sobre House of Cards alicerçando no imaginário da classe média norte-americana o brucutu Trump como solução para os problemas econômicos (e de imigração…) dos EUA. Nick reflete, não está liderando um boicote à série nem pedindo sua proibição. Achei bem interessante.

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