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O que é?

Luiz Carlos Merten

24 de dezembro de 2013 | 11h30

Achei tão bonito o filme de César Charlone… Artigas. Vou fazer mais uma retificação, somando às duas do post anterior. Falei no tema do herói e do traidor, mas não creio que tenha explicitado o que queria dizer. O traidor, infiltrado na redota do libertador, deixa-se impregnar daquele sentimento coletivo. É morto como o traidor que, na intimidade, estava deixando der ser (e se confessara, até, com o padre). Anos mais tarde, são as suas anotações, os seus desenhos, que vão criar uma face, um rosto para Artigas, quando o artista é pressionado para pintar, na identidade do herói, a da pátria. O falso torna-se verdadeiro. Charlone não fez só o retrato do herói. Está propondo uma discussão sobre o cinema.

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