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O horror, o horror

Luiz Carlos Merten

21 Julho 2012 | 10h04

Cheguei cedo ontewm no jornal. Tinha a capa de hoje do ‘Caderno 2’, um texto sobre Roberto Carlos no cinema, introduzindo o texto de Jotasbê Medeiros sobre ‘À Beira do Caminho’, que estreia dia 10 e ele, nosso especialista (do joprnal) no Rei, amou. Viajei nas lembranças, não tanto na trilogia de Roberto Farias, mas no disco em que Nara Leão reinventa Roberto (‘E Que Tudo o Mais Vá pro Inferno’), na viagem de Romão, a mulher e os cinco filhos (Wagner Moura, na fase pré-Capitão Nascimento, no lombo de uma bicicleta) em ‘O Caminho das Nuvens’, de Vicente Amorim, e principalmente ‘aquele’ Visconti, ‘Violência e Paixão’. O solitário professor Burt Lancaster, imerso nas lembranças da mulher e da mãe. Sua ordem sewreá subvertida pelas entrada dessa família da alta burguesdia – e disfuncional – que realiza obras para seu apartamento. No meio da noite, o professor acorda sobressaltado. Há uma orgia, ao som de Roberto Carlos. Visconti! Voltei ao álbum de Bruno Villien, solbre o grasnde diretopr. Visconti, na fase posterior a ‘Gruppo di Famiglia in Un Interno’, e já tendo desistido do seu Proust (‘À la Recherche…’), acalentou por um tempo o desejo de filmar Pirandello (‘Ce Soir on Impromise’, em francês no texto), com Adriana Asti que ele também queria dirigir num recital de poesias de Carlo Porta, poeta milanês do século 19, que fundia austríaco e francês num idioma próprio (como o dos transexuais de ‘Loroxa’, de Claudia Llosa, no Festivakl Latino-Americano) e que era falado por Visconti com sua irmã amada, Uberta. Os dois projetos foram abandonados e ele voltou a um sonho antigo, a adaptação de ‘A Montanha Mágica’, com Helmut Berger como Castor e Chasrtlotte Rampling como Madame Chauchat, mas o filme também não se concretrizou e Visconti terminou fazewndo ‘O Inocente’, baseado em D’Annunzio, que foi seu opus final. Visconti, Visconti! Havia ficado com o som de Roberto e as imagens da orgia, cvoprri para ver se pegava uma cabine (estava na Redação, não se esqueçam), mas aí surgiu um espaço aqui, e eu emplaquei a entrevista que havia feito com Takashi Miike falando de samurais (a propósito de ‘Hara-Kiri’ e ’13 Assassinos’), que estreou ontem. Surgiu outro espaço e redigi, puxando para a TV – a prfessora Helena de Carrosesel’, novelas da SBT – a entrevista que fizx com Rosane Mulholland sobre o filme de Carlos Gerbase, ‘Menos Que Nada’. Nesta correria, nem tive tempo de postar nada sobre o atirador que matou 12 numa sessão de pré-estreia de ‘Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge’ em Denver. O horror da realidade supera o dos filmes – Peter Bogdanovich, ‘Na Mira da Morte’/Targets, de 1968. O assunto merece reflexão, e espero que não repercuta negativamente sobre o filme de Christopher Nolan, do qual vi só uma parte, mas estava gostando muito. Não é a mesma coisa,. eu sei, mas já hasvia fdicasdo abalado com as imasgens de Vitórias, a cachorrinha de três meses quer foi cegada e cujo corpo foi queimado. A maldade humana! Detesto estereótipos, mas a violência contra um animal indefeso aqui, contra humanos não menos indefesos numa sala de cinema ali, tudo isso me abala e volta e meia põe em xeque minha romântica (reconheço) crença no ser humano. Não posso ir adiante agora, Tenho de correr ao Eldorado para ver a pré-estreia de ’31 Minutos’. Continuo depois.