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O Hobbit!

Luiz Carlos Merten

02 Dezembro 2014 | 10h36

LONDRES – Perdi minha manhã em Londres, praticamente sem sair do hotel. Mas é que ontem, depois de assistir a O Hobbit – A Batalha dos Cinco Exércitos, fiquei conversando com o Fábio, do Dia, do Rio. Tomamos vinho e, quando fui para o quarto, não conseguia dormir. As cenas ficavam passando e repassando na minha cabeça. Outro colegas brasileiro, o Tiago, me disse que tanto fazia ter visto o filme. Não tive nem resposta. Para mim faz toda diferença. Adoro um filme cabeça, mas tenho necessidade de aventura, de ação, de grandeza. Pergunto-me, e amanhã serás o caso de perguntar a Peter Jackson, como é se despedir da Terra Média de JRR Tolkien, após duas trilogias? Com tristeza, alívio? Peter Jackson tem trabaslhado no universo de Tolkien desde 1995, quando ofereceu o projeto à Miramax, mas foi só quatro anos mais tarde, em outubro de 1999, que começou a filmar na Nova Zelândia. Um dia antes, Viggo Mortensen – Viggo quem? – chegou às pressas no set, substituindo Stuart Townsend, que seria Aragorn. O resto é história. Tewm gente que não liga a mínima para Tolkien e sua saga do Anel. Têm, talvez, o mesmo desprezo pelo filme, ou pelos filmes, já que a franquia – as franquias – viraram um fenômeno mundial. No último filme da segunda trilogia, Bilbo vê, com desgosto, a transformação de Thorin, devorado pela cobiça e pelo outro que encontrou no castelo de Smaug. A transformação de Thorin, os lugares sombrios da mente humana aos quais Jackson e o ator Richard Armitage nos levam são mais do que emocionantes. Armitage já contou que avançava às cegas na filmagem. Conversou muito com o diretor, mas desde o início sabia que Peter Jackson tinha o filme na cabeça, e que o iria surpreender. É difícil um filme com quase 2h30 de duração que aposta tudo na batalha final, ou nas batalhas, porque há uma sucessão delas. Ação física, mas dentro da ação há o emocional. Não é só Thorin que se transforma. Thranduil, o rei dos elfos, também também muda até chegar a sua última frase para o filho, Legolas. E Jackson estudou tanto Tolkien que pode dizer, se só ele, que Bard, the bowman, não é muito bem desenvolvido no livro, ou nos livros. O roteiro dá para ele uma grandeza maior que a tela. O segundo filme, a Desolação de Smaug, termina com o dragão voando para atacar a cidade What have we done, pergunta-se Bilbo? A Batalha começa em pleno ataque de Smaug e com o esforço desesperado de Bard para derrubar o dragão, o que consegue, com a ajuda do filho. Mas o que me toca e, mais uma vez, me fez chorar no fecho da trilogia é o amor impossível, mas real, de Tauriel, Evangeline Lilly, por Kili, Aidan Turner. A elfa e o anão. Gostaria de acreditar de acreditar que vocês também vão sentir essa emoção. O que eu gosto no Senhor dos Aneis e no Hobbit é que é tudo grande – enorme, e fantástico -, mas é o infinitamente pequeno, o humano, que conta.