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O Duomo de Firenze, o Dio!

Luiz Carlos Merten

28 de maio de 2014 | 19h47

FLORENÇA – Bye-Bye, Paris  Mas tive ontem um dia glorioso na capital francesa. Tenho de fazer uma pausa para comentar que a imprensa francesa está surtada com a vitória do Front National de Marina Le Pen. Previsões já começam a ser feitas de que, em 2022, a se manter o crescimento atual do partido, ela chegará à presidência. Adoro Paris – e a França -, mas eles (os franceses) merecem. Não sei se com Segolène Royale teria sido melhor, mas os franceses preferiram o ex-marido, que basta olhar (a semiótica não engana) – com François Hollande, não poderia dar certo. Tempos de incerteza, de dúvida, de apreensão. Vi imagens da Grécia, cujo partido de ultradireita (vitorioso) tem como emblema a suástica. Uns caras jovens, bonitos, fazendo a saudação nazista! É o fim. Mas, como eu dizia, apreensões à parte, foi um dia glorioso. Fomos, Dib Carneiro e eu, à exposição do Musée d’Orsay, Le Suicidé de la Societé, Van Gogh pelo olhar de Antonin Artaud. Não tenho palavras. Íamos ao cinema, mas depois de Van Gogh, o que o olho poderia reter? Melhor o estômago. Fomos jantar no Blue Elephant, na Bastille. O melhor tailandês do mundo. Caro, mas divino. E, hoje, Florença! Francesca della Monica nos esperava no aeroporto, e nos depositou no hotel, mas não sem antes fazemos um minitour pela Città Vecchia. O Duomo de Firenze! A Basilicata de Santa Maria del Fiore. É de chorar, e eu chorei. Aquelas coisas que a gente vê a vida inteira em fotos, e de repente elas estão ali. A vida me tirou algumas coisas, mas tem me dado tantas! Tive de ver Malefica, para fazer a matéria que deve sair amanhã no Caderno 2. Gostei, redigi a matéria às pressas, e deu tempo para sair e jantar. Faz tempo que não escrevo isso, mas, sim, I’m in Heaven.

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