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O crítico de cinema volta ao teatro

Luiz Carlos Merten

14 de março de 2019 | 10h55

Estou voltando. Após o Santiago em Cena, em janeiro, emendei Berlim com carnaval e tive pouco tempo para ir ao teatro. Vi o Outros e fui seduzido pelo despudor de Teuda Bara, dando cambalhotas, mostrando os seios no palco. Gostei do Jardim das Cerejeiras – Chekhov + Eduardo Tolentino, só podia ser bom. Enervei-me um pouco com a dramaturgia de interação com o público, que me pareceu muito mais manipulação, de Raiva. Agora, começa para valer. Nesta quinta, decola a Mostra Internacional de Teatro de São Paulo e eu já quero estar na abertura com o História(s) Do Teatro I, o espetáculo do suíço Milo Rau que se inspira num caso de homofobia em Liège, em 2012, quando um jovem de ascendência marroquina foi torturado até à morte por quatro homens, na saída de uma festa. Na sexta, amanhã, quero ver o Felipe Hirsch, Fim, no Sesc Consolação, e no sábado volto à Mit. E vou alternando com o cinema. Citei o Arthur Penn no post anterior. Bonnie & Clyde – Uma Rajada de Balas é um dos filmes da minha vida. A caçada do casal de gângsteres pelo ranger Frank Hamer, o cerco, o fuzilamento, a morte. Sou da geração que torcia pelos outsiders e acreditava que Julinho da Adelaide estava certo – ‘Chama o ladrão!’ Por isso confesso que estou tão curioso quanto apreensivo pelo novo Kevin Costner, The Highwayman, que ele só interpreta (com Woody Harrelson). John Lee Hancock dirige. A caçada a Bonnie & Clyde. Nesse assustador mundo novo de direita, o novo foco da história me deixa com o c…, perdão, o coração na mão. Socorro!

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