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O cinema que espelha o estado do mundo

Luiz Carlos Merten

30 Julho 2018 | 23h31

Há alguns anos, Sofia Coppola mostrou em Cannes The Bling Ring, A Gangue de Hollywood. Um grupo de jovens que assalta casas de celebridades. Querem ser famosos, vestir roupas caras. Vi ontem no Foco Chile do Festival de Cinema Latino-Americano o que talvez seja o Bling Ring da América Nuestra. Meninas-Aranha. Guillermo Helo é um premiado diretor de curtas. Venceu importantes festivais com Hijo de Puta. Conta agora a história dessas três garotas. Bonitas mas pobres. Marginais. Escalam prédios para roubar e, por um momento, para ter a sensação de que habitam o topo do mundo. Bom filme. Infelizmente, não tenho conseguido acompanhar o Festival Latino como gostaria. Hoje tive cabine pela manhã, exame à tarde e, depois, o último capítulo de Deus Salve o Rei. Assisti para fazer crítica para o portal. Pela manhã vi Café, do italiano Cristiano Bortone. A nova Babel, o mundo globalizado. Histórias cruzadas. Não sei onde vou desovar tantas críticas. Mas que os filmes merecem, sim, merecem.