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O belo que dorme

Luiz Carlos Merten

03 de novembro de 2012 | 14h45

Estou numa lan house aqui do Centro, daqui a pouco terminam meus créditos e eu não vou renovar, por isso tenho de postar logo. Na sequência de ‘Velozes e Furiosos 5’, continuei zapeando na TV paga, hoje pela manhã, e tombei sobre… ‘Entre Dois Amores’. Não me canso de rever o filme de Sydney Pollack que venceu o Oscar. A baronesa Karen Blixen ama o aventureiro Denys Hitton-Finch, ele lhe apresenta uma África mítica, romântica qe está terminando e, qando realmente acaba, ela volta à Dinamarca para virar Isak Dinesen. Numa cena, Meryl Streep está voltando para a casa na fazenda e acelera o passo. Na varanda, Robert Redford, Denys, está dormindo. Não me lembrava da cena. Ela não diz nada, pega uma cadeira, senta-se e fica a contemplar o cara. Pollack já fizera de Redford o belo adormecido numa cena de ‘Nosso Amor de Ontem’, com Barbra Streisand. Lá, era uma metáfora da alienação dele, em contraste com a militância dela. Aqui, te mais a ver com o aspecto onírico do relato, com a África sonhada. Amo o diálogo do filme. Karen diz a Denys que tem de devolver a bússola que ele lhe emprestou. Ele responde que ela pode ficar. Na maior parte do tempo, não lhe interessa saber onde está indo e por isso ele admira tanto os masais, que vivem o presente. Numa cena inesquecível, Denys mostra a África do alto, de avião, para Karen. Já vi aquilo umas 100 vezes. Deus me ajude que veja outras 100.

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