As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

New Mexico, lá vou eu

Luiz Carlos Merten

16 de junho de 2013 | 22h40

Cá estou, no aeroporto, em Guarulhos, embarcando para Santa Fé, no Novo México, para a junket de Lone Ranger. Confesso que estou pretty excited. Posso gostar do Batman de Christopher Nolan, de Os Vingadores e até de outros super-herois, mas nunca fui um fã de carteirinha dos gibis. Agora, o Lone Ranger, desse sempre gostei. E o trailer me deixou nos cascos, desde que o vi, sonhando com uma grande aventura. Nem tenho tido tempo de postar. Fui ontem a Santos – fomos Dib Carneiro, o filho dele, Heitor, e eu – para almoçar com minha filha, Lúcia, e a Fabí, amiga dela. Na sexta, havia visto um Nelson Rodrigues no teatro, O Casamento, excessivo para dizer o mínimo. Ontem à noite, foi a vez de Aos Nossos Filhos, peça de Laura Castro com a autora e Maria de Medeiros. Gostei do texto, das atrizes, mas não propriamente da encenação. O difícil diálogo de uma mãe ex-guerrilheira com a filha lésbica, que vem lhe anunciar que espera um filho, gerado na barriga de sua companheira. Sob certos aspectos, as duas travam um diálogo de surdas, fechadas nos próprios preconceitos. Acertam-se, mas confesso que a última fala do texto me pareceu broxante. Estava tão bom. E a Maria, cantando Ivan Lins, em português e francês,  e falando ‘brasileiro’, me encantou. Conversei um pouco com ela no final do espetáculo. Estava tão feliz. O curioso é que o filme da Lúcia Murat em cartaz também tem uma mãe ex-guerrilheira e um filho gay. O diálogo entre ambos completa o da peça, muito interessante. Como embarco daqui a pouco, não tenho muito tempo para postar. Provavelmente, vou comprar uma briga. Fui hoje ao jornal para redigir a entrevista de Lúcia Murat que sai amanhã no Caderno 2, sobre A Memória Que Me Contam. Como gostei muito de Star Trek – Além da Escuridão, não sei se por provocação, alguém deixou na minha mesa a matéria da Ilustrada sobre o filme de JJ Abrams. Além da Escuridão é ruim, péssimo para o autor do texto. Tentei ler, só como curiosidade, mas parei. Não é a primeira vez que a pessoa em questão escreve m… sobre filmes de que gosto. É a cara do jornal (deles). Preconceito, burrice, tudo travestido de ‘bom’ jornalismo … Paro por aqui. Espero postar de lá, mas não se esqueçam do ciclo dedicado a Billy Wilder no CineSesc. Nem de Minha Mãe É Uma Peça, o filme, que estreia sexta que vem. Grande Paulo Gustavo, e não só ele. O diretor André Pellenz também é bom. Entrevistei hoje os dois, e conversa vai, conversa vem, descobri que André é casado com uma psicanalista, autora de uma tese de mestrado sobre a família disfuncional. É o tema do filme, que não só faz piada sobre o tema como o  aborda, seriamente, pela arma do riso. Espero ter tempo de postar dos EUA – parece que a junket terá uma programação bem intensa. De qualquer maneira, eu volto (espero). E volto à mãe do Paulo Gustavo. Dona Hermínia é ótima.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.