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Não percam!

Luiz Carlos Merten

26 Janeiro 2017 | 19h36

TIRADENTES – Cá estou indo para as sessões desta quinta da Mostra Aurora. Serão duas, às 20 h e 22h30, mas antes não posso deixar de chamar a atenção para lançamentos de hoje aí em São Paulo. Nem preciso falar de Até o Último Homem, porque o filme de Mel Gibson com certeza vai se beneficiar do efeito Oscar, mas quero destacar outros dois títulos. Gostei demais de O Ídolo e até já falei do filme do palestino Hani Abu Assad, quando passou na Mostra. E gostei mais ainda de A Morte de Luís XIV, contemplado, pelo júri presidido por George Miller, com uma Palma de Ouro especial para o ator Jean-Pierre Léaud, em Cannes, no ano passado. Gosto demais do catalão Albert Serra, e não é de agora. Quando integrei o júri da Caméra d’Or, tentei de todas as formas arrancar o prêmio para Honor de Caballeria, sobre o mito de D. Quixote, mas os irmãos Dardenne não queriam nem saber. O cinema ‘inquieto’ de Serra, para não dizer experimental, é demais para o naturalismo deles. E Luis XIV prossegue com uma investigação que já estava em A História de Minha Morte, do próprio Serra. A agonia do Rei Sol, com sua perna gangrenada e os efeitos no funcionamento de Versalhes. Não parece muita coisa, mas é Albert Serra. Ou seja, complexo e intrigante. E Léaud, o ator icônico de François Truffaut e Jean-Luc Godard, é genial.