As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Não deu outra!

Luiz Carlos Merten

01 de fevereiro de 2015 | 12h17

Estou aqui na redação do Estado, onde terminei meu material para a edição de amanhã. Estava muito cansado, terminei dormindo mais que queria e ainda tive de arrumar a mala, porque só vou ter tempo de almoçar e correr para o aeroporto. Meu voo para Paris é à tarde. Fico duas noites na França e sigo para Berlim, onde na quinta pela manhã começa o festival. Mal consegui processar o resultado da Mostra Aurora, mas já havia prognosticado, no blog e no jornal, que o filme de Allan Ribeiro, Mais Que Eu Possa me Reconhecer, seria o vencedor do prêmio da crítica. Gostei de três filmes na Aurora deste ano, filmes que mexeram comigo. O do Frederico Machado, O Signo das Tetas, o do Allan, claro, e o documentário de Dácia Ibiapina, Ressurgentes. Espero (re)ver o filme de Ivo Lopes Araújo, Medo do Escuro, na tela grande, quando Tiradentes migrar para São Paulo, em março, no Sesc Consolação. Medo do Escuro tem uma pesquisa visual muito interessante, mas eu o vi no link e sem o acompanhamento de música ao vivo que, segundo me informou Cléber Eduardo, ia marcar a projeção oficial, na Tenda. Dia do Galo, de Cris Azzi e Luiz Felipe Fernandes, ganhou o prêmio do público e eu, que amo mais o cinema que o futebol, adorei. Só teria deixado de gritar ‘Galo!’ com aquela torcida, na praça – o filme foi visto como se a partida com o Olímpia, válida pela libertadores, estivesse sendo disputada em tempo real -, se o jogo fosse com o Inter, de Porto Alegre, que é o meu time do coração. Aí o bicho ia pegar.  Mais uma Mostra de Tiradentes, menos uma mostra, como diria Mário Peixoto. Amo a cidade, o festival. Viva longa à Mostra de Tiradentes! E, em março, fiquem ligados, aqui!