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Na tela da TV, no meio desse povo…

Luiz Carlos Merten

23 de setembro de 2017 | 10h07

Devo ir ao Rio na segunda-feira, num bate e volta, para entrevistar Jared Leto, pelo novo Blade Runner. E na terça volto para visitar o set de Carlinhos e Carlão, a nova produção de Iafa Britz, agora com direção de Pedro Amorim. Falei ontem com o diretor, brevemente, por telefone, num intervalo de filmagem, sobre Divórcio, que estreou na quinta, 21. Pedro está aturdido com as ótimas críticas a Divórcio, mas diz que criou casca depois da pauleira que tomou por Superpai. Sugeriu que Carlinhos e Carlão talvez venha a ser seu filme mais importante porque toma partido contra a homofobia que volta a grassar no País. Ontem, por sinal, vi um trecho da novela de Gloria Perez. Havia visto uma chamada no Jornal Nacional de que Antônio Mariz de Oliveira não é mais advogado do presidente e que até havia sido chamado de vagabundo por outro cliente, indignado pelo fato de ele, Mariz, ser agente duplo, num caso envolvendo delação premiada e a defesa de Michel Temer. A cara de pau dessa gente não tem limites. Pois bem, durante o JN, vi outra chamada de A Força do Querer que me interessou, mas que deu em nada. Terminei vendo a cena da transgênero no banheiro do shopping, agredida verbalmente por dois coxinhas, só podiam ser. A homofobia é só um dos aspectos dessa escalada do conservadorismo a que estamos assistindo, no Brasil e no mundo. Enfim, já tergiversei demais. Quero dizer que gosto de Divórcio e que até torço para que a comédia com Camila Morgado e Murilo Benício (ótimos!) seja um sucesso neste ano que está sendo tão difícil para o cinema brasileiro. E também já anuncio que gostei de Duas de Mim, de Cininha de Paula, que estreia adiante. Tenho ouvido, em cabines e junkets, coleguinhas comentando como se surpreenderam com Duas de Mim. Cininha vem do humor bem popular na TV, mas é mulher, é guerreira – avó! – e estreia no cinema com um filme rico em observações sobre a condição feminina, por meio da personagem de Thalita Carauta. Pensam que é só Como Nossos Pais? Pois não é, não.

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