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Na ‘prova de fogo’, Kaya, ao vivo, é muito mais bonita

Luiz Carlos Merten

04 de setembro de 2015 | 10h05

Nem dei conta, em meus dois últimos posts – sobre o Grande Prêmio da Academia do Cinema Brasileiro e o belíssimo Numa Escola de Havana, de Ernesto Parano -, de que ontem passei mal e precisei de atendimento de emergência no 9 de Julho. Brinquei com a médica que me atendia – ‘Doutora, estou fechando minha festa de aniversário (dia 12). Não transforme em funeral, pelamor de Deus.’ O coração e a parte neurológica estavam bem. Os suores e calafrios decorriam de uma infecção alimentar – minha filha também passou mal esta semana. Toc-toc, deixa eu procurar uma madeira – pronto! – para isolar. Achei a maior graça na entrevista com Robert De Niro, no fim de semana, em Nova York. Ele falou de saúde e, a cada vez, isolava, como estou fazendo. Nessa correria toda, terminei não falando das entrevistas de Maze Runner – Prova de Fogo. Encontrei-me com Kaya Scodelario e Giancarlo Esposito. Não sabia que a garota, embora nascida em Londres, é de família brasileira – de Itu! – e fala português. É muito mais bonita, pessoalmente. Também! Naquela fantasia futurista distópica, seria estranho se ela não se apresentasse meio desgrenhada. Evoquei grandes momentos da carreira de Giancarlo – no cinema, porque não vi suas séries famosas na TV. Revolutions, Breaking Bad. O cara trabalhou com Psaul Auster – fazia YoYo em Blue in the Face – e com Spike Lee, que recebe, agora em novembro, no jantar anual da Academia (de Hollywood), um prêmio especial por sua carreira. Rubens Ewald Filho vai adorar saber, se já não sabe, que Debbie Reynolds também será homenageada por seu trabalho humanitário. Giancarlo nasceu na Dinamarca de pai italiano e mãe norte-americana. É militante verde. Gostei demais do cara. E o Prova de Fogo? Havia gostado do primeiro Maze Runner. O segundo tem mais de tudo – recursos, ação, efeitos -, mas eu gostei menos. Vai ser um sucesso, de qualquer maneira. Havia um público, não só de jovens, fervoroso na pré-estreia do filme de Wes Ball. Gritavam os nomes de Kaya e Giancarlo como se fossem Tom Cruise e Brad Pitt. Essas franquias sobre distopias, em que garotos e garotas pegam em armas por um mundo mais justo, fazem hoje sucesso planetário, uma após a outra. Fazem parte de um programa consumista do cinemão – da indústria do entretenimento, em geral. Mas me dão esperança. Algo de crítico tem de ficar, no limite. Por mais alienado que seja o público, basta olhar para o lado para conferir que nem tudo aquilo que bate na tela é ficção. E não estou falando só de Brasil, bem entendido.

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