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Mostra! E se foi o nosso Sean Connery

Luiz Carlos Merten

31 de outubro de 2020 | 09h49

Foram duas semanas muito movimentadas. Cabines da Mostra – duas, toda manhã -,o material diário do jornal, as entrevistas, os links de lançamentos. Quase não produzi posts sobre os filmes da Mostra porque estava fazendo textos diáriuos para o jornal. Havia gostado muito do Tsai Ming-liang, Days, em Berlim. Impressionei-me com o Lav Diaz, Gênero, Pan. Mas os meus melhores filmes dessa Mostra foram dois. Pari, do iraniano radicado na Grécia, Siamak Etemadi. E Pai, do sérvio Srdan Golubovic. Um filme sobre a mãe, outro sobre o pai. Fiz ontem erntrevistas maravilhosas. Com o Abel Ferrara, que tem dois filmes na Mostra, Siberia e Sportin’ Life. E com a Andréa Beltrão, do filme de Esmir Filho, Verlust, que estreia nos próximo fdias (ou semanas). Ferrara cumpre a quarentena em Roma, onde mora – há seis anos. Está se cuidando, como integrante do grupo de risco que é – tem 69 anos. Disse-me uma coisa que me tocou. Que se as drogas e a bebida não o mataram, não há de ser um vírus a despachá-lo para o além. Falamos sobre o ‘seu’ Jack London – Siberia. Com Andréa, além de cinema, a conversa foi sobre teatro e TV. O Poeira, no Rio, é um teatro pequeno. Já adotou todos os protocolos com relação a uma possível reabertura, mas não será fácil. Menos gente na plateia já reduzida pode tornar o projeto economicamente inviável. Queria prosseguir com o post, mas minha colega Maria Fernanda me telefonou dando conta da triste notícia. Morreu Sean Connery! Preciso preparar algo para o impresso. Mas eu volto, depois.