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Mostra (6)/Grace Passô mereceu mais seu Candango que o Redentor

Luiz Carlos Merten

22 Outubro 2018 | 00h39

Passado da meia-noite, já é segunda, 22. Almocei ontem com a Lúcia no Brado e fiz hora para ir ao aniversário de Francisco, filho de meus colegas (e amigos) Maria Fernanda Rodrigues e João Luís Sampaio. Para atravessar a Paulista, mesmo de táxi, tive de cruzar com mais Bolsominions que gostaria. Fiquei na maior depressão. Também fiquei pouquíssimo na festa. Saí correndo para tentar ver, no PlayArte Marabá, Utoya – 22 de Julho. Consegui. O filme é sobre os ataques terroristas na Dinamarca, em 2011. O diretor Erick Poppe centra sua reconstituição no massacre do acampamento de verão, quando um atirador matou 77 jovens e feriu centenas. Achei bem impressionante. Poppe fecha os planos, não nos deixa ver muita coisa e logra um clima claustrofóbico bem opressivo e verídico. Vi também, passado das 9, Temporada, de André Novais Oliveira, que venceu Brasília. Grace Passô foi melhor atriz. Mereceu mais o Candango que o Redentor no Festival do Rio do ano passado (por Praça Paris). Achei interessante esse retrato de uma pequena vida, mas me decepcionei com o mineirês, tão rico em Arábia, que também venceu Brasília, no ano passado. O diretor até tenta explicar-se. A personagem ficou três anos sem falar, etc e tal. É bom (o filme), mas não tão bom a ponto de justificar a avalanche de prêmios.