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Mostra (19)/Todas as Canções de Amor

Luiz Carlos Merten

28 Outubro 2018 | 00h25

Não, não é, de novo, o filme de Joana Mariani, mas o de José Alvarenga Jr. Tive ontem, sábado, um dia muito agitado na Mostra. Entrevista, feijoada e filmes. Comecei por Selvagem,
que eu falo depois, prossegui com Intimidade entre Estranhos, o Alvarenga, e depois a sessão dupla do Hector – Conversa com Ele e Pixote. Quando o entrevistei pelo Éder Jofre, Dez Segundos para Vencer, Alvarenga me disse que eu ainda veria este ano o Intimidade. Um de seus filmes favoritos – meu também, – é Verão de 42, ou Houve Uma Vez Um Verão, de Robert Mulligan. Naquela praia, Gary Grimes se apaixona pela mulher mais velha. O marido dela está na guerra, a 2.ª, e quando Jennifer O’Neill recebe a notícia de que ele morreu, fragilizada ela cede à atenção do garoto e ele tem sua primeira noite de amor (e sexo). Hoje, ‘Jen’ seria acusada de pedofilia e, para não ser presa, talvez tivesse de fazer acordo como Asia Argento, que pagou para aquele carinha – bem taludinho e tudo, menos um garoto indefeso -, ele embolsou e botou a boca no mundo. Ia cortar esse hiato, que talvez pareça preconceituoso, mas resolvi deixar. Alvarenga ama o filme do Mulligan. Fez a sua versão do romance da mulher casada, e madura, com o garoto. Amei a dupla. Rafaela Mandelli e Gabriel Contente. Puta paradoxo – o personagem é para baixo, sempre sério e o ator é contente até no nome… São ótimos, os dois. E o que isso tem a ver com o título do post? Ele compõe e canta, inclusive canções de amor, para Maria/Rafaela. Achei bonito. E, na briga de foice entre Globo e Record, confesso que me diverti quando o Alvarenga, como bom soldado da ‘Vênus platinada’ – alguém ainda sabe o que é isso? -, tira onda com a gravação da novela bíblica dentro do filme, que é… Os Dez Mandamentos! Não é só a breguice, é a libertinagem nos bastidores. Hilário. Só para concluir – Intimidade estreia em 13 de dezembro.