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Mostra (11)/Uma conversa que pode render

Luiz Carlos Merten

26 de outubro de 2019 | 10h07

O Chile, modelo de Paulo Guedes, está explodindo. Mortos e feridos. O governo admite que a desigualdade social é o estopim. Desde janeiro, quando fui ao Santiago a Mil, venho repetindo no blog que, se esse é o nosso futuro, estamos mal pagos. Vi muita riqueza em Santiago, o shopping Costanera Sur, de humilhar o JK Iguatemi, mas vi muita miséria, também. Gente cavoucando comida no lixo. o horror, o horror. E eu querendo voltar a outro Santiago a Mil, em janeiro. Haverá? A par dos filmes sobre os quais tenho escrito no jornal e no blog, quero ver neste sábado o Outubro de Maria Riberiro e Loiro Cunha, e Honeyland, sobre o qual me falaram bem. Gostei demais de Papicha, de Mounia Meddour. E acho que pode ser interessante a conversa com Mariette Rissenbeek, do Festival de Berlim, às 6. A carta branca que a Mostra deu a Mariette, permitindo-lhe escolher filmes para uma programação especial, resultou em obras de que gosto bastante – Contra a Parede, de Fatih Akin; Todos os Outros, de Maren Ade; Phoenix, de Christian Petzold; e Hanami – Cerejeiras em Flor, de Doris Dorrie.