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Mostra (11)/Jafar!

Luiz Carlos Merten

24 Outubro 2018 | 08h55

Errei dizendo, no post anterior, que Retablo tinha só mais uma sessão na Mostra, no dia 27 (CCSP, 19 h). Tem outra hoje – no Caixa Belas Artes, às 15h10. Vejam, e quiçá vivam a mesma experiência visceral que tive ao assistir ao filme de Alvaro Delgado-Aparício L. Esse ‘L’, que não tem em muitos guias de programação da Mostra, está nos créditos. Não sei por quê, mas me deu a impressão de que seria uma dupla. Preciso checar para ver quem é esse Alvaro Delgado, tão talentoso. Além de Retablo, o Caixa exibe hoje 3 Faces, de Jafar Panahi, às 19 h. Havia me encantado com Táxi Teerã, em que Jafar conseguiu colocar o Irã dentro de um carro – e a cena da menina era um regalo -, mas 3 Faces me parece o melhor filme de sua fase de confinamento e, talvez, de sua carreira inteira. Tenho feito indicações, obviamente, de filmes que vi e gostei, mas vou fazer agora uma em branco. Mas o filme tem de ser bom. O Hotel às Margens do Rio, no Frei Caneca 2, às 21h30, tem a dupla chancela da direção de Hong Sangsoo e da participação de Kim Minhee. Não pode não ser bom. Ruim nem passa pela minha cabeça. Hong Sangsoo! O mais nouvelle vague dos diretores! (Jean-Luc Godard é outra categoria.) Vou perder as cabines da Mostra desta manhã porque tenho de ver Todas as Canções de Amor, para entrevistar à tarde Marina Ruy Barbosa e Bruno Gagliasso. O ‘tenho de’ não significa que esteja indo a contragosto. Achei a sinopse sensível. Um jovem casal muda-se e encontra na nova residência uma carta de amor escrita, décadas antes, pela moradora anterior. Essa carta os afeta – como? Mudando o registro, e no espírito das fuck news que assolam as redes sociais – que bom que não tenho nada disso -, amigos me recomendam dois filmes da Mostra. O francês Selvagem, de Camille Vidal-Naquet, sobre michês, mas, esse sim, as próximas sessões serão nos dias 27 e 31; e o dino-holandês-sueco-turco Holiday, de Isabella Eklöf, que tem uma cena de sexo mmmmuuuito selvagem, no dia 28. São filmes de mulheres. Nenhum limite para o empoderamento.