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Mosqueteiros!

Luiz Carlos Merten

28 de novembro de 2020 | 23h16

Tenho de revelar que, nas últimas semanas, minhas noites passam, obrigatoriamente, pela TV Brasil. Tudo começou quando eu estava zapeando e apareceu a palavra mágica – The Musketeers. Na minha bolha, nem sabia da existência da série da BBC, que agora não perco. Fiz um,a pesquisa e descobri que foi uma encomenda da própria BBC, que encarregou Adrian Hodges de criar um programa para ir ao ar nos sábados à noite, entre as temporadas de Dr. Who. Ele acertou no quesito essencial – elenco. Montou um quarteto – D’Artagnan, Athos, Porthos e Aramis – que, a par das qualidades de juventude, virilidade, beleza e entrosamento, a famosa ‘química’, possuía uma característica muito interessante. Um anglo-italiano, Luke Pasqualino, um inglês, Tom Burke, um chileno, Santiago Cabrera, e um anglo-jamaicano, Howard Charles. Essa mistura deu supercerto e toda noite eu me divirto com as aventuras de D’Artagnan e seus amigos na Paris que a produção reconstituiu na área mais sombria de Doksany, na República Checa, cidade escolhida por ser mais barata. Como é possível que, tendo lido o romance de Alexandre Dumas, e visto boa parte das – senão todas as – adaptações feitas para o cinema, eu ainda não tenha esgotado minha capacidade de absorver as maquinações do Cardeal Richelieu e sua aliada, Milady de Winter? O colar da rainha! Só eu para admitir que, por volta de 1960, como os filmes da nouvelle vague que chegavam ao Brasil, eu corria aos cinemas para ver os Mosqueteiros de Bernard Borderie e, na sequência, a série da Marquesa dos Anjos, Angélique!, do diretor. Gerard Barray, como D’Artagnan, e Mylène Demongeot como Milady. As melhores, as versões de George Sidney, de 1948, e Richard Lester, de 1975. Eram – agora estou na vibe dos Musketeers da BBC.

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