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Moro, num País tropical. Abençoado por Deus?

Luiz Carlos Merten

07 de março de 2019 | 09h30

Cá estou, depois de quase uma semana sem postar. Após o meu miserável carnaval do ano passado, havia jurado não repetir a dose. Fomos em cinco para o Rio. Lúcia e Fabí, Ana Luiza e o marido, Fernando, e eu. Blocos de rua, praia, restaurantes, e trabalho. Fui todos os dias à sucursal do Estado, próximo à Candelária. O agito era grande, a pegação, idem. E a chuva, torrencial. No domingo, fiquei com água pelo joelho – o tênis fazendo chuá, chuá, de tão inundado -, e ainda tomando corticoide por causa das tais vias altas da sinusite. Ouvi poucas e boas da minha filha, que virou militante feminista e volta e meia me acusa de machismo. Na hora do pega pra capar, vou para a linha de frente, mas é geracional. Não resisto a uma piada (incorreta). Ainda bem que existem Lúcias. Ocorreu ontem o evento Estado/Belas artes, o debate sobre Raiva, com o diretor Sérgio Tréfaut. Revi o filme que me encanta – acho que é o melhor que vi neste começo de ano, f…-se o Oscar. Tréfauit, cineasta português nascido do Brasil, começa a rodar o próximo filme no Rio, nas semana que vem. Triste Brasil. A primeira tomada será no local em que Marielle Franco foi assassinada. Marielle! Ela esteve presente nos bloquinhos, nas manifestações de rua. Marielle e o corpo político da mulher. Ainda teremos amanhã o desfile das vencedoras e eu pretendo encarar a avenida, para ver o que a Mancha Verde tem. No Rio, vi uma banda de pentecostais – Os Evangelizers -, um Cristo profano, que levantava a túnica e mostrava sei lá o quê (só o via de costas). O Brasil pode ter votado anti-PT, elegendo o coiso, mas pelo menos no carná a pregação religiosa não funciona. Aleluia! Zé de Abreu seguiu o exemplo de Juan Guaidó e autoproclamou-se presidente. Está expondo a insanidade do Brasil, e do mundo. O PSL pressiona o Supremo para votar ação que permite apreender menores de rua para averiguação, Moro propõe pacote para oficializar o extermínio de jovens negros das periferias, Eduardo Bolsonaro defende o Muro e a Damares segue loqueando, embora tenha concorrente à altura no Ricardo Vélez. Aliás, foi emocionante. No Rio, vi um pai de tutu rosa, o filho também de rosa, e nas costas o letreiro – ‘Chupa, Damares’. O Brasil resiste e a expectativa é que se cumpra o que prometeu a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. Damares já disse que, se não der certo, a gente (eles) sai/saem daqui a quatro anos. É bom demais pra ser verdade. Já começou a contagem regressiva?