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Minha jornada por comics e super-heróis

Luiz Carlos Merten

08 de julho de 2017 | 13h50

Tenho pensado – machadianamente -, cá com meus botões, que não devo gostar muito de quadrinhos. Comics. Minhas referências são as mais clássicas possíveis. O Flash Gordon de Alex Raymond, o Príncipe Valente de Hal Foster, o Tarzan barroco de Bruce Hogarth. Já contei mil vezes que era leitor apaixonado da Coleção Terramarear e que li tudo o que publicaram de Edgar Rice Burroughs. Até hoje Tarzan está tão indelevelmente gravado no meu imaginário que sou capaz de recitar, de memória, partes inteiras dos livros. Livros! Adorava as mulheres de Tarzan, ausentes das adaptações feitas por Hollywood. Kali Bwana em Os Homens-Leopardo, quando lhe colocam as garras; Nemone, quando morre Jad-bal-ja, seu leão de ouro (na língua de Pal-ul-Don). E La, a sacerdotiza guardiã das joias sagradas de Opar. Enfim… O que quero dizer é que, quando gosto de filmes de super-heróis, é por leituras muito particulares que os autores e eu fazemos desse universo, não em função dos quadrinhos. Achei legal o novo Homem-Aranha, o herói em treinamento, o Aranha que quer ser Homem mas ainda é ‘garoto’ – legal, não genial. Gosto de Guardiões da Galáxia, 1 e 2, mas é pela química entre Chris Pratt e Zoe Saldana e pela trilha de James Gunn, e por Baby Groot, e por Rocket. Encanta-me a magia do cinema, que me faz acreditar no hominídeo e no guaxinim geneticamente alterado. Amo, acima de todos, os filmes de Christopher Nolan e Zack Snyder, esse mais que todos, e Superman mais até que Batman vs. Superman. Tomei um choque ao descobrir, nem sei como, que o Globo deu bonequinho dormindo, ou coisa que o valha, para Batman vs. Superman. Para mim, é cinco estrelas. Os Superman de Zack são tragédias familiares das mais intensas. Henry Cavill e Kevin Coster, o pai, no primeiro. Henry e Diane Lane, a mãe, no segundo. Se isso não tem nada a ver com os quadrinhos, não estou nem aí. Tomei outro dia outro choque ao descobrir que Zack surtou e abandonou A Liga da Justiça, sendo substituído por não sei quem e os fãs de comics adoraram a mudança. Não creio que tenham se regozijado pelo motivo que afastou Zack Snyder – o suicídio de sua filha. Deus, para um pai não deve haver pesadelo maior. A morte do filho ou filha. O suicídio, então… E para um artista que tem colocado a família no centro de sua ficção! Confesso que a história me perturbou muito.