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Meus highlights no Oscar 2020

Luiz Carlos Merten

10 de fevereiro de 2020 | 11h29

Will Ferrer jamais será indicado para o Oscar, e sabe disso, mas Julia Louis-Dreyfuss e ele performaram um dos meus highlights no Oscar 2020. Diverti-me muito com as explicações deles sobre o trabalho do cinematographer e da montagem, Julia queixando-se de que estava em 1917 e foi cortada, Will retrucando que os montadores adoram cortar as falas dele dos filmes. Maya Rudolph e Kristen Wig também foram hilárias na apresentação dos Oscars de design de produção e figurino, mostrando suas habilidades dramáticas e cantando para conseguir novos trabalhos – “Não fazemos só comédia”, mas fizeram, e foram ótimas. O humor e o protesto, muitas vezes combinados, deram o tom e a figura do host tornou-se desnecessária, é verdade que, às vezes de forma caótica. Mas eu adorei as entradas de Bong Joon-ho e vê-lo dizer que já podia sair para beber, depois do segundo Oscar, mas a Academia tinha outros planos e Bong ficou para o gran finale de seu filme. No anúncio do melhor diretor, vale rever no YouTube a surpresa de Sam Mendes quando Bong foi chamado – a mesma de Glenn Close no ano passado, quando o Oscar que parecia dela foi para Olivia Colman. Ninguém entendeu direito a presença surpresa do Eminem cantando Lose Yourself, mesmo que o quadro fosse de canções que ficaram famosas e aquela tenha recebido o prêmio da categoria, em 8 Mile, um filme dele (e do Curtis Hanson) do qual gostei bastante, na época. Fui pesquisar e descobri que Eminem faltou àquele Oscar e a Academia resolveu lhe dar essa segunda chance. Também gostei dos quadros com os bizarros gatos humanoides brigando com o microfone e de Diane Keaton e Keanu Reeves na sequel de Melhor É Impossível. Nas canções, Sir Elton John marcou presença performing alive I’m Gonna Love Me Again, tema de Rocketman, que lhe valeu o segundo Oscar, após o do Rei Leão original, mas eu gostei demais do sentimento de Cynthia Erivo cantando o lamento de uma mulher negra, Stand Up, de seu filme, Harriet, sobre escrava que se tornou abolicionista. E me emocionei de verdade com Yesterday, pela Billie Eilish, embalando a homenagem aos mortos do ano. Tem gente que eu nem sabia que tinha morrido. Viajei…

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