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Meu imbróglio aéreo (e Adoniran, e Judy)

Luiz Carlos Merten

22 de janeiro de 2020 | 11h23

Começo a achar que tenho de ser interditado. Queria ir a Porto Alegre no dia 21 – ontem -, mas na hora de comprar a passagem devo ter colocado a data errada e nem me dei conta. 22! Cheguei ontem no aeroporto e quebrei a cara. Embarco só daqui a pouco. A m… é que havia ficado todo entusiasmado com a oportunidade de rever A Confissão, na programação da Cinemateca Capitólio dedicada a Costa-Gavras, mas a sessão é às 2, e não vai dar. Redigi e enviei para o jornal o meu material de amanhã, sobre a estreia de Adoniran – Meu Nome É João Rubinato. Gosto demais do filme de Pedro Serrano, que já havia feito aquele curta lindo, Dá Licença de Contar, em que o trio Paulo Miklos/Gero Camilo/Gustavo Machado está em estado de graças com interpretações que, para mim, se situam entre as maiores da história dom cinema brasileiro. Estou lá ligando se os filmes são curtas ou longos. Sempre achei a Íris Bruzzi gloriosa no episódio de Roberto Santos para As Cariocas, muito melhor que o longa dele adaptado de Guimarães Rosa, A Hora e a Vez de Augusto Matraga. Prefiro, e imagino que isso seja motivo de escândalo, o Matraga de Vinicius Coimbra, com aquela luta que os Carvalho, pai e filho, Walter e Lula, filmaram com câmera na mão. Fui conferir o bilhete aéreo nos meus e-mails e encontrei que o Noitão de sexta no Petra Belas Artes é dedicado a Judy Garland, pegando carona na estreia de Judy. Estão anunciados dois filmes que há tempos não passam nos cinemas, pelos quais ela fgoi indicada para o Oscar – melhor atriz, por Nasce Uma Estrela, a versão de George Cukor, e melhor coadjuvante, por Julgamento em Nuremberg, de Stanley Kramer, que sempre quis rever (mas não estarei aqui). Judy faz uma sobrevivente de campo de concentração que dá um depoimento incriminador de nazistas. Até onde me lembro é uma interpretação tensa, crispada, nervosa, cheia de tiques, mas que passa uma vulnerabilidade que, na época, me deixou arrasado. Nunca revi o Kramer, que é de 1961, mas estreou no Brasil no ano seguinte. Maximilian Schell ganhou o Oscar de melhor ator, e Judy e Montgomery Clift foram indicados como coadjuvantes. Só me lembro deles no filme, mas era o ano de West Side Story e a Academia preferiu premiar George Chakiris e Rita Moreno. Tenho minhas dúvidas se foi a melhor escolha, mas ficou por conta da enxurrada de prêmios para Amor, Sublime Amor. Dez!

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