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Mestres?

Luiz Carlos Merten

12 de junho de 2013 | 00h04

Nem comentei com vocês que, em Paris, comprei alguns números de Cahiers du Cinéma e Positif que não chegaram ao Brasil (e a segunda revista não chega mesmo). A Positif de abril traz na capa Zhang Ziyi numa cena de The Grandmaster, o filme de sabre de Wong Kar-wai que abriu o Festival de Berlim, em fevereiro. Positif todo mês traz uma seção chamada de Dossier. O dossiê de abril é dedicado aos pequenos mestres de Hollywood dos anos 1930 aos 50. A revistas analisa os casos de Tay Garnett, Edmund Goulding, John Farrow (o pai de Mia) e Vincent Sherman – este último era um pouco menos que m… para P. F. Gastal, o Calvero, na Caldas Jr. dos anos 1960, em Porto Alegre. Gastal teria enfartado se lesse, na revista, o Dicionário dos Pequenos Mestres. O curioso é que um deles é o argentino Hugo Fregonese e eu fui ler e o texto parece copiado do que escrevi sobre ele, no blog, há poucos dias, embora algum espírito de porco talvez pudesse dizer que, na verdade, eu é que copiei a revista. Curtis Bernhardt, John  Brahm, Jack Conway, Roy Del Ruth, Robert Florey, Stuart Heisler, Byron Haskin, Phil Karlson, Walter Lang, Edward Ludwig, George Marshall, Rudolph Maté, Irving Rapper, Robert Stevenson e Richard Thorpe, todos ressurgem de entre os mortos. Eram nada e hoje os críticos descobrem que eram bons. Não há nada que me encante mais do que ver estes renascimentos. E ainda falta Positif descobrir o maior pequeno mestre dos anos 1950/60 – Gordon Douglas. O dia em que isso ocorrer, poderei descansar em paz.

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