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Matico no CCBB, A Palestina Brasileira

Luiz Carlos Merten

09 Agosto 2018 | 12h35

Pode ser que eu seja arrogante – não duvido -, mas a pauteira do Caderno me disse que tem um cara me metendo o pau no Face, pelo texto que escrevi para o portal sobre a decisão da Academia de premiar o oustanding achievement in popular film. Já acho a premiação do Oscar o fim – raramente estou de acordo com os vencedores, exceto categorias pontuais – e, respeitando o direito do cara, parece que é Felipe, de externar sua opinião, não tenho a menor curiosidade de conferir qual seja. Anos atrás, quando Henry Cavill esteve no Rio para promover O Agente da U.N.C.L.E, conversei com ele sobre o absurdo que era a Academia ignorar não apenas blockbusters na premiação do melhor filme, mas também em categorias como melhor ator. Tem gente que acha o Cavill inexpressivo, eu o acho um gênio da representação. OK, Felipe teve seus minutos de fama, vamos ao que interessa – ao que me interessa. Trabalhei, anos atrás, no Rio Grande do Sul, com Omar Barros Filho, o Matico. Omar, Licínio Azevedo, Caco Barcelos, depois, na Zero Hora, Luis Fernando Verissimo compartilhava o espaço com a gente. Pois é – foram os companheiros de meus verdes anos no jornalismo. Nem por isso sei tudo, mas me dou o direito de (ainda) escolher meus mestres. Matico participa da seleção da MOstra MUndo Árabe deste ano. Às 19 h de hoje mostra, no CCBB, seu longa A Palestina Brasileira, e na sequência debate bom o público. O Rio Grande do Suil sedia a maior colônia de palestinos do Brasil, acho que do mundo. Juro que não sabia. Fiquei curioso, e também tem a oportunidade de reencontrar o Matico depois de tantos anos. Estou planejando ir. Felipe está convidado, mas não para brigar comigo, por favor. Disse que só faço análises idiotas, etc. Isso, de certo, porque ele não anda lendo as críticas da Folha.