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Martín com N

Luiz Carlos Merten

14 Setembro 2013 | 11h41

Rio – Já estou aqui, e no Copacabana Palace, onjde daqui a poouco vai se realizar a entrevista com Justin Timberlake. É curioso que há dois sábados entrevistei aqui mesmo Stephen Elliott, por seu episódio de Rio Eu Te Amo – I Think I’m Falling in Love – e um dos tópicos da nossa conversa foi a sra. Timberlake, Jessica Biel, que faz a herdeira americana de Easy Virtue, que Elliott adaptou da peça de Noel Coward. Adoro o filme, e a atriz. Mas, na verdade, vim correndo postar para corrigir um erro. No post anterior, ao citar parte do elenco de O Tempo e o Vento. nomeei Martim Francisco como o Pedro Missioneiro de Jayme Monjardim. Não sei de onde tirei,. mas foi no automático. Digitei Martim, com M, e o Francisco veio acoplado. Dei-me conta ao salvar, mas não tive tempo de trocar o nome  porque o voo já estava sendo encerrado. É Martín, com N, e Fernández, um ator argentino, de um filme de que gosto, O Quarto de Leo, do qual participa também César Troncoso, e o César integra o mesmo bloco das Missões do épico romântico que Monjardim tirou do livro monumental de Erico Verissimo. Gostaria de dizer que gostei de O Tempo e o Vento, o filme – o romance cíclico eu amo -, mas não é verdade, mas também vou ficar puto se disserem que é uma merda, porque não é. Tem seus méritos, e eles passam pelo elenco. Thiagão (Lacerda), Martín e Fernanda Montenegro. Nâo gosto muito do partido de Monjardim e seus roteiristas, entre eles Tabajara Ruas, de contar a história pelo ângulo de Bibiana, em seu leito de morte. Entendo que o diretor quisesse adotar o ângulo feminino, filmar o herói pelos olhos da mulher que o idolatra pela vida, mas achei meio demais que a Bibiana precise contar ao fantasma do marido tudo o que se passou, desde antes do encontro dos dois. Enfim, se curto o fantasma apaixonado de Joseph L. Mankiewicz – The Ghost and Mrs. Muir -, parece mesquinho implicar com o de Monjardim, que veio buscar sua prenda. O diretor deixou claro que não teria feito o filme, se não tivesse Fernanda Montenegro na pele da velha Bibiana. Queria ter gostado mais, porque a voz de Fernanda, como a de Walderez de Barros em Bernarda Alba, é coisa de louco.