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Manhã ‘de alface’ na Ilha de Paquetá

Luiz Carlos Merten

24 Novembro 2018 | 09h16

RIO – Cá estou, de novo. Vim para visitar ontem o set de Noites de Alface, que Zeca Ferreira está adaptando do romance de Vanessa Bárbara, acho que o Barbara dela não tem acento, com Marieta Severo. Brinquei com ela – ‘Há tempos quer não nos vemos!’ Minha capa de segunda, sobre A Voz do Silêncio, foi com ela. A sexta foi o último dia de Marieta no set, que prossegue por mais umas semana. Adorei a locação, na Ilha de Paquetá, que não conhecia. Um lugar encantador, mágico, onde as pessoas se movem em bicicletas e os turistas usam aqueles carros elétricos de passeio. Conheci a praia da Moreninha e me bateu que Lúcia e Fabí iam amar. Aquelas palmeiras na areia, a dois passos do mar, tudo muito bucólico. Se desse para tirar a cor seria uma daquelas praias desertas de filmes italianos dos anos 1950 e 60. Federico Fellini, Valerio Zurlini, Florestano Vancini. Não preciso muito para viajar nas minhas sensações de cinéfilo. E o set de Noites de Alface me proporcionou o reencontro com Inês Peixoto, sempre tão calorosa e querida. Repassamos nossa admiração por Dib Carneiro, Gabriel Villela. Outro que reencontrei foi o João Pedro Zappa, talentoso, amigo, mas a cereja do bolo foi conhecer o grande Everaldo Pontes, a quem só admirava na tela. O gênio de Pobres Diabos, e ele me contou que acaba de filmar o novo Rosemberg Cariry, em Ouro Preto. Não sabia que Everaldo, além de grande ator, era tão engraçado. Peguei a barca das 14h30 para o Rio. Almocei na praça e, sentado, naquela calma infinita, tive uma epifania, como se o tempo tivesse passado, as dores, sumido. Gosto de interagir, e muito, e como!, mas sempre acho que necessito desses momentos comigo mesmo para me recarregar. Decidi ficar o fim de semana no Rio para ver alguma coisa da Semana, ex-Semana dos Realizadores, mas não estou tendo muita sorte. A programação do Net Botafogo exibe muita coisa que já vi, mas vou rever. Hoje tem Temporada e amanhã uma masterclass de André Novais Oliveira, a que vou tentar assistir, embora já tenha me programado para ver, no fim dfa tarde, no Poeirinha, Mariana Lima no espetáculo CérebroCoração, que perdi em São Paulo.