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Livros, livros, livros…

Luiz Carlos Merten

01 de fevereiro de 2016 | 10h33

Cá estou, em casa, aguardando o horário da rádio. Aproveito para mais um post. Na Colômbia, comprei alguns livros, a maioria de cinema, mas também um de Ángel Esteban e Ana Gallego, De Gabo a Mario, sobre como dois narradores extraordinários, grandes amigos, Gabriel García Márquez e Mario Vargas Llosa, romperam e, inclusive, até terminaram brigando a socos. Ainda não li, mas, quando o fizer, dou notícias. Confesso que, em plena era do e-book, continuo gostando de livros, e olhem que não sou do tipo que faz anotações nem nada. Livro, para mim, tem algumas coisa de sagrado. Dos demais, e além do belo e pungente Y Tu no Regresaste, de Marceline Loridan-Ivens, a que já me referi, comprei uma interessante história do cinema, a de Román Gubern, e diversos livros (Lo Que Nunca se Contó del Cine, Héroes Reyes y Mitos e Hollywood entre Sodoma y Babilónia) que prometem a revisão crítica de filmes, autores e, principalmente, dos bastidores do cinemão. Comprei também, e esse levei para Tiradentes, onde o devorei, La Ultima Pelicula de Los Grandes Maestros. O espanhol Luis Lopez Varona já havia publicado Camino a La Gloria – Operas Primas de los Grandes Maestros, e agora segue o caminho inverso, dissecando o último filme de Charles Chaplin, John Ford, Sergei M. Eisenstein, Pier Paolo Pasolini, Stanley Kubrick, Nicholas Ray e muitos outros, porque são 30 os autores cuja despedida ele documenta. Em todos os textos, Varona encerra o capítulo com o que chama de La Ultima Mirada, a cena final, que, quisessem ou não os autores – muitos morreram inesperadamente -, pode ser considerada seu testamento. Foi uma viagem revisitar as cenas finais de A Rainha Kelly, Tabu, L’Atalante, Imitação da Vida, Lilith, Salò, Querelle, O Sacrifício, A Fraternidade É Vermelha, Sete Mulheres, Os Vivos e os Mortos e muitos outros filmes que fazem parte do meu imaginário. Fiquei viajando nas lembranças e nos filmes e cenas que eu talvez selecionasse. Jennifer O’Neill, naquele plano de costas, fugindo pelo cascalho do jardim do palácio em que Giancarlo Giannini matou o bebê, condenando-se à destruição de sua classe, a aristocracia, no desfecho de O Inocente, que Luchino Visconti adaptou de Gabriele D’Annunzio. Em Tiradentes comprei mais dois livros, Cine Casulo Filia, antologia de textos de Marcelo Ikeda em seu blog (e ele integrava o júri da crítica que premiou Jovens Infelizes) e A Nação do Filme, de Robert Burgoyne, da Editora UnB, que analisa os EUA a partir dos filmes de guerra dos anos 1980 e 90. Vou ter de ler muito nos próximos dias e semanas, mas será bom. Assuntos não faltarão no blog.