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Linha de ação

Luiz Carlos Merten

22 de março de 2013 | 09h05

Entra hoje em cartaz o novo Jason Statham, que vocês sabem que é meu herói de ação preferido, e o filme, Parker, ainda tem Jennifer Lopez – o peitoral dele e o bumbão dela formam a mistura mais explosiva que um thriller pode oferecer. Havia visto o trailer de Parker há um tempão, nos cinemas norte-asmericanos, mas não sabia que o filme era dirigido por Taylor Hackford, o que descobri na cabine da Paris, nesta semana, numa sessão exclusiva para mim. Não sei se Taylor Hackford ainda é marido de Helen Mirren, mas ninguém se casa com aquela mulher impunemente, ou sem saber dirigir atores. Parker tem ação, pancadaria – claro -, mas é um drama. Vem se somar a outros dois policiais ‘de linha’ em cartaz. Um deles é A Fuga, de Stefan Ruzowitsky, com Eric Bana e Olivia Wilde, e o outro, que vi ontem, Linha de Ação, de Allen Hughes, com Mark Wahlberg e Russell Crowe. Não vou dizer que são bons filmes, mas eu gostei de ver cada um deles, que têm personagens mais complexos que a média do gênero e cada um tem uma cena que valeria o preço do ingresso (paguei somente por Linha de Ação). Em Parker, é a cena em que Jennifer, depois de se engraçar o filme todo para Jason, conhece a mulher dele e diz, de forma bem convincente, “Eu nunca tive chance, não?’ Em A Fuga, é quando Charlie Hunman, enredado na violência de Bana e Olivia, que fazem irmãos incestuosos, diz ao pai que não tem direito de estar sentado à mesa da família e Kris Kristofferson lhe diz que, sim, filho, você tem todo direito. E em Linha de Ação, é quando o chefe de polícia, ao prender o prefeito corrupto (Russell Crowe), ainda lhe cospe na cara que era ele quem comia a primeira-dama (Catherine Zeta-Jones). Todos são momentos rigorosamente intimistas, delicados, em filmes que se apropriam de fórmulas. A vingança, em Parker; o jovem para o qual nada dá certo, em A Fuga; e o ex-policial que vai ter de fazer uma escolha difícil, ao descobrir que foi usado numa trama de assassinato (Linha de Ação).

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