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Luiz Carlos Merten

03 de agosto de 2012 | 09h13

Há dias que não tenho conseguido postar, mas não é por falta de vontade. Devo o post sobre Chris Marker – senão a vocês, a mim mesmo -, quero falar de Gore Vidal no cinema, mas começo pelo que vocês talvez achem o mais improvável. ‘Rock of Ages’! Jotabê medeiros e eu fomos ver o filme na quarta-feira à tarde, na cabine da Warner, em Alphaville. Os leitores do ‘Estado’ logo saberão por quê. Adoramos! Eu adorei. Lembro-me de que, na cabine de ‘Batman’, havia encontrado Miguel Barbieri e lhe disse que, finalmente, entendera seu entusiasmo por ‘Hairspray – O Filme’. Não havia gostado muito do filme, não havia gostado nada, quando o vi no cinema. Mas, um dia destes, estava em casa e o filme começava na TV paga. Disse para mim mesmo que ia ver um pouquinho, mais um pouquinho, adorei a fofinha, Michelle Pfeiffer arrasou como megera wasp e o travesti de Travolta era o que ainda faltava para eu tirar meu chapéu para o cara. ‘Rock of Ages’ é sobre a vingança do rock farofa dos anos 1980. A velha história da garota do interior que vai tentar a sorte em Hollywood e que, no fundo, não quer fama nem dinheiro, mas amor. Ela encontra, perde, reencontra e tudo isso à sombra de Tom Cruise, sensacional como o velho roqueiro que tem as tatuagens de Axl Rose e o andar meio manco de Iggy Pop. Tom Cruise! Ele é louco, mas, de perto, quem é normal? O divórcio, a Cientologia, as esquisitices. Por um momento, tudo tem de ser esquecido – e talvez – perdoado. Cruise era o número um em Hollywood – ‘o’ astro – e arriscou tudo para ficar quase dois anos à disaposição de Stanley Kubrick, durante o processo de ‘De Olhos bewm Fechados’. Seu produtor, naquela comédia de Ben Stiller, é uma caricatura tão divertida quanto grotesca dos magnatas do cinemão, da mesma forma que seu roqueiro agora é puro desejo. “O’ sexo. Gostei, diverti-me, emocionei-me e a energia que Adam Shankman põe nas cenas – nas coreografias, nas interpretações – me provou que eu não desgosto do musical em si, enquanto gênero. Não gosto dos ruins, na tela como na Broadway paulista. Detesto o estrelismo das divas, só aceito se elas e eles se (auto)escracharem, como faz Tom Cruise em ‘Rock of Ages’. E esse universo do rock é muito engraçado. ‘Rock of Ages’ também é o melhor filme de rock desde… ‘Quase Famosos’?