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Lars Von Trier, de volta à casa

Luiz Carlos Merten

19 Abril 2018 | 12h29

Não creio que tenha falado muita coisa sobre o próximo Festival de Cannes. Tirei ontem os pontos e o médico – Dr. Rossetti – me exortou a ir. Diz que vai me fazer bem, será um estímulo para a recuperação plena. Mas, caso isso se confirme, dentro de umas duas semanas, pouco mais, já terei de estar embarcando. Os próximos dias serão decisivos. Cannes está anunciando, fora de concurso, a volta de Lars Von Trier – The House That Jack Built. Também a volta do filme de encerramento, que será o mítico Dom Quixote de Terry Gilliam. O festival agregou mais filmes à competição, e agora serão 21 os concorrentes à Palma de Ouro, incluindo Ayka, do cineasta kazaq Sergey Dvortsevoy – de Tulpan – e o novo Nuri Bilge Ceylan, The Wild Pear Tree. Repassei ontem a lista, ao conferir o Hirokazu Kore-eda, Shoplifters. Fui pesquisar porque nesta quinta, 19, está estreando o novo filme do diretor japonês, O Terceiro Assassinato, que, no ano passado, não ficou pronto para Cannes e foi para Veneza. Serão 21 filmes, e apenas três dirigidos por mulheres. Thierry Frémaux já deixou claro que respeita muito movimentos como Time’s Up e #MeToo, mas a questão de gênero é a que menos pesa na elaboração da seleção. Em compensação, para agradar às feministas, organizou um júri com quatro mulheres fortes (Ava DuVernay, Léa Seydoux, Khadja Nin e Kirsten Stewart) cercando a presidente Cate Blanchett. E, claro, teremos o Cacá (Diegues), Brasil!, O Grande Circo Místico. Preciso fortalecer essa perna. Cannes já está logo ali.