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Lá vou eu

Luiz Carlos Merten

05 de dezembro de 2013 | 21h16

Cá estou naquele que amigos dizem que é meu lugar preferido – o aeroporto. Embarco daqui a pouco para Nova York, para a junket de American Hustle, que no Brasil vai se chamar Trapaça. Já havia um filme de David Mamet, mas era ‘A’ Trapaça. Muito original… Tive de escolher entre uma enttrevista com o diretor, sem elenco, em Dubai, e uma press conference com todo o elenco nos EUA. Preferi a segunda hipótese, asté porque, pelo trailer, Jennifer Lawrence leva jeito de ser indicada para melhor coadjuvante e, quem sabe, até ganha sua segunda estatueta da Academia. Começou a temporada de prêmios. O National Board of Review premiou Her, Ela, de Spike Jonze – melhor filme e diretor -, atribuindo o prêmio de melhor ator a Bruce Dern, por Nebraska, de Alexander Payne. Acho, teria de confirmar, que Kate Blanchet foi a melhor atriz – por Blue Jasmine, claro -, mas fiquei meio de cara porque o Board prasticamente ignorou Twelve Years a Slave, de Steve McQueen, que ficou só entre os dez mais. Board de …, mas estou louco para ver o Spike Jonze, que já está em cartaz nos cinemas, com a Philomena de Stephen Frears. Li o livro, que acaba de sair no Brasil, no galope e estou muito curioso para ver como a segunda parte, a narrativa da aids, foi tratada pelo diretor. No livro, como no filme, uma mãe busca o filho que foi forçada a abandonar no passado e ele cresce para virar um funcionário importante na administração Reagan, só que é gay, num governo que resistiu quanto pôde a desenvolver políticas públicas sobre o assunto, para não perder o apoio de grupos fundamentalistas que achavam que o ‘câncer gay’, como a aids era chamada, era castigo de Deus contra os sodomitas. Pqp… Revivi o sofrimento de amigos vítimas da síndrome, não conseguia parar. Antes de embarcar, quero dizer que assisti hoje a O Hobbit – A Desolação de Smaug. Assinei um termo que me impede de publicar crítica – nem no blog – até domingo. Mas a história de amor do anão e da elfa… Só aquilo já vale.

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