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Jared Leto

Luiz Carlos Merten

16 de novembro de 2013 | 22h46

LOS ANGELES – Tomei um choque agora ao abrir o blog. Hah tempos que naoh me vinha a mensagem ou naoh prestava atencaoh nela. Estou com mais de 26 mil comentarios pendentes de aprovacaoh. Se toda essa gente pensa, como Neusa Barbosa, que eh censura estou f… Escrevi no post anterior que Jared Leto estah muito bem em Dallas Buyers Club, chegando a roubar a cena de Matthew McConaughey. Jared Leto! Naoh saberia dizer quantos filmes dele, ou com ele, jah vi na vida. O que sei eh que Leto estudou cinema e chegou a dirigir, mas vamos lah – Lenda Urbana, Garota, Interrompida, Clube da Luta, Em Busca de Um Sonho, O Quarto do Panico, Psicopata Americano, O Senhor das Armas e, claro, o Alexandre de Oliver Stone, em que fazia o amante de Colin Farrell, Hefestion. Posso estar equivocado, mas me lembro que, na epoca, Farrell deu uma entrevista muito interessante, dizendo que Jared Leto faria qualquer macho duvidar da propria sexualidade. Leto eh bom demais como a travesti a quem McConaughey hostiliza em Dallas Buyers. Tendo contraido o virus da aids pela via da droga, o personagem sofre a incompreensao e o preconceito dos amigos mulherengos e homofobicos como ele. No final, nao lhe restam senao Jared e a doutora Jennifer Garner para apoia-lo em sua luta por medicamentos proibidos nos EUA, nos anos 1980, Hah um momento muito forte no filme de Jean-Marc Vallee, na verdade, dois. Jared Leto vai ao pai, que obviamente tem vergonha do filho gay – e aidetico -, e lhe pede dinheiro para que McConaughey possa comprar os remedios de que ambos precisam. A outra cena eh consequencia dessa. Depois de receber, e aceitar, o dinheiro, McConaughey abraca Leto. Dois solitarios miseraveis. Me lembrei de todos os amigos que morreram de aids. Queria chorar, e eu que sou um manteiga derretida, naoh consegui, Jean-Marc Vallee naoh dah mole nem joga a carta da pieguice. Eh seco, duro. Saoh momentos assim que me amarram no cinema.

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