As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Jantando com Emília Silveira

Luiz Carlos Merten

21 Dezembro 2018 | 09h35

São curiosas, certas coisas. Ontem pela manhã, estava indo para a cabine de Manicômio, na Paris/Pacaembu, quando parou uma moto ao lado do táxi. Na caixa, os dizeres – Ibama, A serviço do Governo Federal. Não pude deixar de pensar que o carinha está a ponto de perder o emprego. O Ibama, meio ambiente, índios, quilombolas, direitos dos trabalhadores, pobreza, saúde pública, etc, nada disso é prioridade do governo que assume no dia 1.º. E pensei no meu ex-colega do Estado, o Felipe, filho da cineasta Emília Silveira, que trabalhava na sucursal do Estado, no Rio, e foi para o Ibama, em Brasília. À tarde, recebi o e-mail do Orlando Margarido para jantarmos no Duas Teresas da Lorena – com Emília Silveira e Malu, que nunca sei se é ex ou ainda é da Cinemateca Brasileira. Malu saiu em seguida, não ficou para jantar. Ficamos os três, Emília, Orlando e eu. Conversamos sobre o Aruanda, a nova produção paraibana, a campanha contra a Ancine, a lei Rouanet, Jesus na goiabeira da ministra dos Direitos Humanos, etc. Rimos, para não chorar. Os tempos não prometem, e isso não tem nada a ver com torcer a favor ou contra. Emília trabalha num novo documentário sobre a vida cotidiana de soropositivos. Está bem animada com os depoimentos corajosos e afirmativos. E me disse que o Callado vai estrear. Enfim! Sobre o Duas Teresas – adoro o restaurante, no qual meu prato preferido é músculo com polenta. Uma delícia! E a aids – não se esqueçam do Christophe Honoré, que estreou ontem. Sorry, Angel ou Conquistar, Amar e Viver Intensamente. Honoré e sua versão gay de La Peau Douce. E o garoto provinciano, Vincent Lacoste, ainda vai, em Paris, ao Père Lachaise visitar o túmulo de François Truffaut.