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James Cameron e a polêmica de Mulher Maravilha

Luiz Carlos Merten

23 de novembro de 2017 | 09h09

Consegui descobrir a origem da perrenga entre James Cameron e Patty Jenkins, a diretora de Mulher Maravilha. Não, não encontrei a revista à qual me referi e que sumiu dentro de minha casa, coisa que não chega a ser surpreendente. Tenho uma diarista, a Odete, que quando resolve colocar ordem na minha bagunça… Sai de baixo. Mas, enfim, descobrir não foi difícil. Bastou pesquisar na rede, colocar o nome de Cameron e Jenkins, mais controversy, e veio. Cameron deu uma entrevistas ao The Guardian e depois reafirmou no The Hollywood Reporter que acha muito esquisito esse tipo de feminismo. Gal Gadot foi Miss Israel, tem um belo corpo – que o figurino do filme expõe. Cameron aproveitou para lembrar que não vestiu Linda Hamilton como pin-up nos dois Exterminador(es) e que mulher de verdade era aquela. Cameron talvez exagere, mas para o figurino da Wonder Woman acrescenta que já tivemos Raquel Welch no passado. Tenho de admitir que não falta certa razão a James. Não só o figurino – no limite, Diana/Mulher Maravilha agrega para que os homens venham resolver a parada em seus filmes. E lá vou eu dizer uma coisa que vão querer me matar. Numa cena de Liga da Justiça, ela vai atrás do Ciborgue, ou será o Flash? Estão na rua, ela se afasta, de costas para a câmera. É reta, uma tábua. Um gluteozinho ali naquelas partes seria bem-vindo para os olhos, já que estamos falando de beleza. Justamente, os olhos. Comentamos, na reunião de pauta desta semana do Caderno 2, o fenômeno Anita. Lembrei-me do show da virada na Globo. Anita, as MMs pareciam as maiores vagabundas. Não estou dizendo que sejam, mas era o jeito como a câmera captava os movimentos delas no palco. Um olhar masculino. No Rio, na Semana, vi de novo Baronesa, da Juliana Antunes. As mulheres vão a um baile funk. Outro olhar, agora feminino, sobre o corpo da mulher que dança. Temos toda a sugestão do movimento, mas é outra coisa. Me exaspera, em certas coletivas, a inevitável pergunta feita, sempre pela mesma pessoa, às diretoras, sobre a ‘diferença’. Existe um olhar feminino? Sobre o corpo da mulher, com certeza. Volto a James Cameron. Na pesquisa que fiz na rede aparecia outra declaração dele, ainda sobre feminismo. Sempre foi atraído por mulheres fortes, poderosas, mas não dava certo porque depois de um certo tempo elas faziam com que ele sentisse que não tinha mais importância. A atual mulher é forte, independente, mas faz com que ele se sinta ‘necessário’. Achei bem interessante. Publico como contribuição às amigas.