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J.K.!

Luiz Carlos Merten

11 Janeiro 2015 | 23h49

Cá estou há mais de meia-hora do começo do Globo de Ouro, redigindo e mudando minha abertura para a edição de amanhã do Estado. Por enquanto, saiu só um prêmio de cinema, o de melhor coadjuvante para J.K. Simmons, por Whiplash. Gostei demais do filme de Damien Chazelle, que transpõe para a música o choque do sargento instrutor com os recrutas de Nascido para Matar, de Stanley Kubrick. Não é meu Kubrick preferido, mas é forte e os palavrões do sargento expõem um tema essencial do grande diretor – a dissolução da palavra como elo que une os homens. Chazelle pega justamente por esse viés, muito interessante. E J.K., um veterano coadjuvante, tem o papel de sua vida, despejando desaforos nos seus pretendentes a gênio do jazz. Poderoso.