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Íntimo e espetacular

Luiz Carlos Merten

17 de abril de 2014 | 14h40

No post sobre 500 Dias com Ele, sobre o novo Homem-Aranha, que adorei, falei que o filme de Marc Webb se constroi no espaço entre duas tragédias – a morte dos pais de Peter Parker, no começo, e outra grave perda que ele sofre no fim. É só meia verdade. Após o acidente aéreo com os pais, há um corte que projeta a ação no futuro, quando Peter já é Homem-Aranha e está desfrutando os superpoderes. No fim, arrasado, ele duvida que vá poder continuar, mas ocorre algo que o impulsiona. Mas não é o recomeço babaca, a segunda chance. Resolvido o enigma de sua vida – ele sabe, finalmente, que os pais não o rejeitaram -, pode-se dizer que algo se perdeu e Peter nunca mais será o mesmo, o que promete um terceiro episódio bem sombrio. Gostei tanto do filme! O Superman de Zack Snyder, o Capitão América dos irmãos Russo e agora O Espetacular Homem Aranha de Marc Webb. Não consigo imaginar como as pessoas não percebem a densidade, a tragédia – mesmo. Equilibrar isso com ação, e efeitos, e grande espetáculo, é tarefa de Hércules. Eu, que já me havia encantado com 500 Dias com Ela, me encantei mais ainda com ‘ele’.

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