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Internacionais

Luiz Carlos Merten

31 de dezembro de 2019 | 19h12

Havia prometido voltar com minhas listas ainda neste ano que se encerra – ainda faltam algumas horas -, mas não consigo ir adiante sem manifestar minha inconformidade com o colegiado de teatro da APCA que, pelo segundo ano consecutivo, ignorou a riqueza e complexidade das propostas dramatúrgicas de José Fernando Peixoto de Azevedo. No ano passado, foi com Plínio Marcos, Navalha na Carne Negra. Este ano,Jean-Paul Sartre, As Mãos Sujas. O que esse homem está fazendo pelo teatro não está no gibi, integrando questões de gênero/raça e estéticas, tais como o diálogo entre teatro e cinema, entre palavra e imagem. Acordem, criaturas, estão perdendo o bonde da história. Feito o meu protesto, permitam-me apontar meus melhores filmes internacionais. Cannes e Veneza celebraram a revolta dos excluídos premiando com a Palma e o Leão Parasita, de Bong Joon-ho, e Coringa, de Todd Phillips. Pela importância, já acrescentei os dois nas minhas listas do Estado, seja no Divirta-se ou no Caderno 2. No blog não serei diferente, mas talvez reformate a lista em outra ordem, porque aqui tenho de confessar que o meu filme do coração, em 2019, foi o Almodóvar, Dor e Glória, com aquele António Banderas pungente como nunca o vi. Acrescento Jean-Luc Godard, O Livro de Imagem; James Grey, Ad-Astra – Além das Estrelas; e o Nuri Bilge Ceylan, A Árvore dos Frutos Selvagens. Quentin Tarantino? Pode ser, Era uma Vez em Hollywood. Fernando Meirelles? Também, Os Dois Papas. Martin Scorsese? Nem sonhar, por mais que O Irlandês levante questões políticas e até estéticas interessantes, com os dois grandes planos-sequência. Não sei por que estão colocando Roma, de Alfonso Cuarón, entre os melhores do ano. Estreou na Netflix e nos cinemas no ano passado. Noah Baumbach, História de Um Casamento? Não pode, só quando, previamente, tivermos aberto todas as plataformas. A Netflix fez burrada não lançando em salas. Será que não confiava no grande filme que tinha? Blockbusters? Gostei muito do Vingadores, do Episódio IX, mas se tivesse de escolher ficaria com Pantera Negra, até para compensar por não gostar tanto de Jordan Peele. Corra!, que tem gente que considera um dois filmes da década, é de segunda mão. Esposas em Conflito repaginado. Em vez delas, e brancas, eles, e negros. É intrigante, mas não cola. Preferiria o Spike Lee, que Jordan Peele produziu – Infiltrado na Klan -, mas também é de 2018. O problema é que, cada vez mais, estamos vendo os filmes em festivais. Quando chegam ao circuito, já parecem velhos. E como falei de blockbusters, não posso ignorar o nacional. O poderoso Paulo Gustavo já emplacou 2 milhões de espectadores com Minha Mãe É Uma Peça 3. Ou eu me engano ou ele dobrou Episódio IX, que fez 1 milhão no primeiro fim de semana. dez pra ele e para sua sua diretora, Susana Garcia, ou vocês pensam que é fácil emplacar um megassucesso?

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