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Histórias do Oscar (8)

Luiz Carlos Merten

28 de fevereiro de 2018 | 09h24

Houve, no fim do Oscar do ano passado, a confusão provocada pela troca de envelopes e Warren Beatty ficou com cara de bobo, antes de anunciar a vitória de La La Land, quando, na verdade, quem ganhou o prêmio foi Moonlight – Sob a Luz do Luar. Mas, lá atrás, e não foi preciso John Harkness me contar no seu The Academy Awards Handbook, sempre soube que, numa das primeiras edições do prêmio, quando ele era muito mais informal, o lendário Juiz Priest de John Ford, Will Rogers, já havia provocado confusão. Will era o apresentador e concorriam dois Franks – o Capra,por Dama por Um Dia, a primeira versão, e o Lloyd, por Cavalgada. Will Rogers abriu o envelope do melhor diretor e lascou ‘Come and get it, Frank!’ O Capra, cuja estima era mais elevada – e nos anos seguintes ele ganharias três vezes a estatueta – levantou-se e já estava chegando ao palco quando o apresentador esclareceu. ‘Sorry, buddy, but it’s LLoyd.’ Capra não seria o entertainer que foi, se não tivesse feito uma reverência e, dirigindo-se ao colega, abriu caminho para ele até o prêmio. O ano era 1932/33, o crack da Bolsa provocaras a grande depressão em 1929 e a Academia, para ajudar a resolver a crise, propôs um corte de salário de 50% durante dois meses. Os roteiristas foram os primeiros a proptestar e saíram da Academia, muito patronal, para fundar o Writers Guild. E assim se fez a história. Para ficar naquele ano. Katharine Hepburn recebeu o primeriro de seus quatro Oscars, por Manhã de Glória, mas não foi receber. Estava na Broadway, numa peça. Nem foi Charles Laughton, o melhor ator, por Os Amores de Henriqwue VIII. Estava filmando na Inglaterra…

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