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Histórias do Oscar (7)

Luiz Carlos Merten

26 de fevereiro de 2018 | 19h45

Oh mighty God. Outra história do Oscar, lembrada por John Harkness em seu Academy Awards Handbook. Whoopi Goldberg, em seu primeiro ano como apresentadora, 1995. Whoopi comentava as indicadas para melhor atriz e melhor coadjuvante. “Sharon Stone foi indicada fazendo uma p…, Elisabeth Shue foi indicada fazendo uma p…, Mira Sorvino, outra p… Mas quantas vezes deixaram Charlie Sheen votar este ano?” Foi um ano em que Hollywood produziu mais filmes que o usual, e mesmo assim não foi possível, para a Academia, encontrar cinco para indicar na categoria principal. Apollo 13 foi o único essencialmente made in Hollywood, de estúdio; Il Postino/O Carteiro e o Poeta, anglo-italiano; Razão e Sensibilidade, inglês; Babe, australiano; e Coração Valente, o vencedor, uma produção independente (do estúdio de Mel Gibson, Icon). Num dos anos mais bizarros da competição, Despedida em Las Vegas e Os Últimos Passos de Um Homem foram indicados para melhor diretor, ator e atriz, mas não para melhor filme. Apollo e Razão e Sensibilidade foram indicados para melhor filme, mas não melhor diretor. E Ron Howard, o diretor da odisseia no espaço, venceu o Director’s Guild Award! Sem apoio dos estúdios, Mike Figgis teve de fazer Despedida em Las Vegas em super 16, para baratear o custo. E Tim Robbins e a mulher, Susan Sarandon – a única mulher a vencer melhor atriz fazendo uma freira -, ouviram propostas indecorosas dos estúdios, caso quisessem dinheiro para o filme deles. O condenado à morte não poderia ser inocente? Não seria possível um interesse romântico entre a freira e ele? Vale voltar ao princípio. Ó meu Deus!

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