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Hablemos de Cine!

Luiz Carlos Merten

09 de setembro de 2017 | 15h36

Comprei em Gramado o primeiro volume da antologia Hablemos de Cine, editada por Isaac Leon Frías e Federico de Cárdenas para a Fondo Editorial da Pontificia Universidad Catolica del Peru. São textos publicados originalmente na revista peruana que foi a minha Cahiers. Havia no Brasil o Cinema Novo, mas a reflexão sobre o cinema e a identidade latino-americana era mais forte no Peru. Lembro-me da primeira vez que fui a Lima com Doris e descobri Hablemos de Cine. A revista surgira em 1965 e entregou 77 edições ao longo de 20 anos. Comprei vários números atrasados, na época, e depois cheguei a colecionar a revista. O Volumen 1 traz reproduzidas, na portada, várias dessas capas que foram referenciais para mim. Terra em Transe, Antonio das Mortes, Macunaíma. E Jorge Sanjinés. Reli, emocionado, o texto sobre o grupo Ukamau, do boliviano Sanjinés, que produziu todos aqueles filmes que me formaram – Yawar Malku, Sangre de Condor, El Enemigo Principal, El Coraje del Pueblo, Fuera de aqui! Reencontrei um velho estudo sobre Maria Luisa Bemberg. Maria Luisa quem? La Bemberg! Havia visto Señora de Nadie, Camila e Miss Mary. Em 1993, quando ia a Veneza, conhecia-a. Era o ano de De Eso no Se Habla, com Marcello Mastroianni. La Bemberg morreria dois anos depois, já estava debilitada. Havia estudado em Nova York com Lee Strasberg. Era uma figura, ‘La Señora’, como a chamavam. Poderia ficar aqui lembrando minha (a)ventura no cinema latino-americano. Volto depois. Agora quero ver se pego a Master class de Silvia Oróz na retrospectiva de Cacá Diegues.

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