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‘Gonzaga’. microssérie na Globo

Luiz Carlos Merten

28 de setembro de 2012 | 10h08

RIO – Cá estou no Rio, onde começou ontem à noite o festival de cinema. Liberou geral –  quando era vivo, Leon Cakoff irritava-se com qualquer tentativa de comparação entre o Festival do Rio e a Mostra de São Paulo. A imprensa não faz agora outra coisa senão comparar, com base em afirmações como a de Sérgio Sá Leitão. O diretor (presidente?) da RioFilme não diz apenas que o Festival do Rio é o maior evento de cinerma do País – cidade que também define como capital audiovisual da América Latina. O Festival do Rio seria – é? – o quinto maior evento de cinema do mundo. Neste caso, quais são os quatro primeiros? Cannes, Berlim, Toronto e Veneza? Polêmicas à parte, o festival de 2012  será maior que todos os anteriores – 427 filmes em 20 mostras e 40 locais de exibição. Até São Paulo entra na dança. O Festival do Rio vai mostrar uma seleção de documentários e a retrospectiva de John Carepenter, príncipe do terror, no CineSesc. A abertura foi com ‘Gonzaga’, de Breno Silveira. Gosto demais do filme, dos seus atores, que me emocionam muito, e torço para que Breno repita o fenômeno ‘2 Filhos de Francisco’, embora ele seja, até hoje, o primeiro a se abismar com o sucesso do filme sobre o pai de Zezé di Camargo e Luciano. A nova, que me foi anunciada por Guel Arraes, um dos produtores associados de ‘Gonzaga’, no fim da sessão, é que a Globo vai apresentar o filme no formato de microssérie em quatro capítulos, em janeiro. A montagem vai ser um pouquinho diferente, com algumnas cenas a mais, mas será o filme de Breno fazendo o caminho inverso de ‘Auto da Compadecida’, do próprio Guel. ‘Auto’ passou como microssérie na Globo e só depois chegou aos cinemas, para depois voltar à TV, como filme. ‘Gonzaga’ estreia no cinema, vai para TV como série e depois voltará ao cinema como filme longo, tudo dentro das comemorações do centenário de Luiz Gonzaga, o rei do baião, que a Globo quer festejar em alto estilo, já que o cara é uma das matrizes culturais do povo brasileiro. Gosto demais, já disse, do elenco de ‘Gonzaga’, mas Adélio Lima, que faz o velho Gonzaga, e Júlio Andrade, o Gonzaguinha, são arrasadores. Adélio cuidava o acervo de Gonzagão no museu do Barro. E o Júlio? O cabra é bom desde ‘Cão sem Dono’, de Betro Brant. E a Nanda Costa? O que é de linda, aquela mulher?

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