Foram-se
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Luiz Carlos Merten

11 de fevereiro de 2014 | 22h29

BERLIM – Morreu Gabriel Axel, cineasta dinamarquês que ganhou o Oscar de filme estrangeiro com A Festa de Babette. O filme, adaptado da história de Isak Dinesen, mostra como dom´[estica ganha uma herança e usa o dinheiro para fazer um banquete. O cinema usiou muitas vezes a gastronomia -m comida – para falar de sexo. Axel buscou não a satisfação do corpo, mas a elevação do espírito. Babette, Stéphane Audran, cozinha divinamente a aproxima as pessoas de Deus. Gabriel Axel estava quase centenário. Tinha 95 anos. 95! Morreu também Shirley Temple. Aqueles cachinhos fizeram dela a queridinha da América, Como garota-prodígio, estrelou grandes êxitos das Fox nos anos 1930, mas não creio que consiga citar outros bons filmes de Shirley que não Heidi, de Allan Dwan, de 1937, e o western antimilitarista Sangue de Herói/Forte Apache, de John Ford, 1948, quando já estava com 20 anos. Shirley Temple morreu com 85 anos e confesso – puro preconceito, tenho de reconhecer – que nunca me foi muito simpática, Republicana linha dura, foi embaixadora de Ronald Reagan em algum país do Leste europeu (Checoslováquia?). O ex-presidente, que fez carreira em Hollywood, precisava de alguém como ele, também saído da usina de sonhos do cinema norte-americano, para angariar simpatias na velha Cortina de Ferro. Shirley fez o papel, e com gosto. Li uma vez em algum lugar que ela não tinha simpatia por sua persona infantil, talvez porque tenha sido abusada, no sentido de explorada, pelos pais. A Shirley madura referia-se à miúda como ‘aquela rapariguinha’. Não era muito lisonjeiro.

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