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Festival do Rio (9)/Fim de festa

Luiz Carlos Merten

20 de dezembro de 2019 | 09h50

RIO – Não, não é sobre o vencedor do Redentor. Entrevistei ontem Pedro Costa, que trouxe ao Festival do Rio seu longa premiado com o Leopardo de Ouro, de Locarno – Vitalina Varela. Interessante conversar com o autor de filmes minúsculos – como produção -, mas que a imprensa especializada de língua inglesa (Film Commnent, Sight and Sound, etc) considera um dos dois ou três maiores autores vivos do cinema. Pedro me disse que voltará ao Brasil em março, trazido pelo IMS, que lhe outorgou uma carta branca para exibir filmes de sua escolha. Antecipou-me que vai escolher algum Mikio Naruse, e qualquer que seja já vai me deixar feliz, pois poderei falar sobre o grande mestre intimista do melodrama japonês. Há um culto a Ozu, a Mizoguchi, mas também existimos – nós, que amamos Naruse. Após a cerimônia de premiação, quase tão longa quanto o Oscar – anunciada para as 20 h, começou com hora e 15 de atraso, foi até quase meia-noite -, fomos jantar no Cervantes, Gilson e Nelson, do Cinesesc. Nelson faz a programação visual do Cinema da Vela. Era o único lugar em que ainda se podia jantar, e chegaram Ilda Santiago e uma extensa trupe de amigos e convidados do festival, incluindo Maria de Medeiros, sempre carinhosa comigo. Maria veio com seu filme Aos Nossos Filhos, que Jean-Thomas – a Imovision – vai distribuir e ela também antecipou que virá para a estreia. Terminamos a noite num quiosque de Copacabana, em frente ao mar, bebendo até 3 da manhã. Gilson, Nelson e eu. Conversas de afetos, de filmes, de sexo, drogas e rock’n’roll. Foi um belo fecho para o festival. Daqui a pouco, estarei voltando para São Paulo.