As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Festival do Rio (9)/Drica Moraes, como é que ela entra nisso?

Luiz Carlos Merten

07 Novembro 2018 | 13h28

RIO – Haviam me falado horrores de Morto não Fala e, mesmo assim, fui ver ontem à tarde, no Odeon, o filme de gênero de Dennison Ramalho. Achei bem legal, e juro que não foi para ser do contra. Não sabia que o filme era uma produção da Casa de Cinema de Porto Alegre e à noite voltei ao Odeon para encontrar Ana Luiza Müller e George Moura no fim da sessão de Rasga Coração, também produzido pela Casa de Cinema. Cheguei cedo e entrei para (re)ver metade do filme que Jorge Furtado adaptou da peça de Oduvaldo Vianna Filho. Na saída, brinquei com Ana Luiza Azevedo e Giba Assis Brasil. Vou parar de escrever de primeira sobre os filmes do Jorge. Os que gosto de cara são os que menos resistem. Havia achado Rasga Coração assim-assim na Mostra e o filme já cresceu, ou foi a situação do País que, mudando, me deu outra perspectiva? Estou aqui com a Carta Capital da semana. Uma indiscrição do vice de Bolsonaro, o general Mourão, revelou que o contato com o juiz Sérgio Moro havia sido feito antes do segundo turno, portanto, antes que ele liberasse trechos do depoimento de Antônio Palocci, para dar uma forcinha final ao antipetismo. Tal é o estado do mundo e a ética dos que querem nos dar lições de moral. Mas, enfim, Rasga Coração. Fiquei ali, olhando e apreciando, Marco Ricca e Drica Moraes, que também está maravilhosa, melhor até, em O Banquete, de Daniela Thomas. Dib Carneiro, grande dialoguista, amou o filme de Daniela. Mariana Lima e Drica são geniais em suas réplicas e tréplicas. Uma, intensa, a outra, fodona. E hoje fui ao set de Sob Pressão, a terceira temporada, para encontrar Andrucha Waddington e Stepan Nercessian, pelo Chacrinha. Na verdade, terminei encontrando todo mundo – Júlio Andrade, que se inicia como diretor, Marjorie Estiano e Drica, incorporada à equipe do hospital como uma infectologista. Despejei sobre Drica meu entusiasmo por suas recentes atuações. Ela deve ter me achado um velho maluco. Mas sou assim – quando amo, transbordo.