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Festival do Rio (8)

Luiz Carlos Merten

04 de outubro de 2014 | 10h51

RIO – Em São Paulo, já deve estar ocorrendo a coletiva de lançamento da Mostra e eu, na correria de ontem, esqueci-me de pedir à assessoria que me envie o release com os filmes da seleção. Sei de alguns, mas gostaria de ter o conjunto. Foi-se o tempo em que a Mostra virara um evento de segunda mão, repetindo boa parte da programação do Festival do Rio. Leon Cakoff ficava p.. comigo, mas não era nenhuma prevenção ou antipatia, mera constatação jornalítica. A Mostra segue pioneira, imbatível como evento do gênero no Brasil. Não é o caso de me arrepender – as decisões que foram tomadas não devem ter sido por minha causa -, mas, com exceção dos brasileiros, pouquíssimos filmes batem hoje nos dois eventos e isso significa que os paulistanos não vão ver, na Mostra, os melhores filmes aqui do Rio. Queria estar aí para ver o curta de Manoel de Oliveira, sobre o qual tenho ouvido falar maravilhas. Será apresentado à imprensa, após a coletiva. Para permanecer em Portugal, aqui ainda tento ver Cavalo Dinheiro, de Pedro Costa, o maior de todos os portugueses – após Manoel -, que a Mostra deveria abrir uma exceção para exibir aí. Daqui a pouco, no píer da Praça Mauá – o armazém 6 -, ocorre o grande evento social do festival, a jeijoada, que reúne jornalistas, diretores, atores, convidados. É sempre uma festa e uma possibilidade de reencontrar pessoas, mas durante a feijoada terei de ver (e debater) Favela Gay, o que não vai me dar muita margem para circular no pavilhão. Estou indo a São Paulo para votar, para tentar ajudar minha candidata a resolver a parada no primeiro turno, mas hoje ainda terei aqui uma programação corrida. Quero ver Na Quebrada, de Fernando Grostein Andrade, sobre garotos da periferia de São Paulo, que espero emendar com Maidan, o documentário de Sergei Loznitsa sobre os protestos na praça central de Kiev, na Ucrânia, e com a ficção Burying the Ex, de Joe Dante, de volta ao cinema após um período de ostracismo na TV. Um sábado bem agitado, como gosto.

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